Rio de Janeiro- OAB quer investigações
Publicado em 16/01/2012
Autoria Destaque Catarina
Na avaliação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro -OAB, Wadih Damous, o Poder Judiciário \" não pode tolerar suspeitas\" sobre a conduta dos juízes e servidores. As movimentações financeiras consideradas \"atípicas\" pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e encaminhadas na quinta-feira desta semana em que passou ao Supremo Tribunal Federal -STF; coloca em suspeita de forma muito grave o que vem ocorrendo dentro da magistratura brasileira. Somente no período entre 2000 a 2010 mais de R$ 856 milhões foram realizadas em operações financeiras consideradas \"atípicas\" pelo Coaf- órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Agora, caberá aos suspeitos destas movimentações financeiras elevadas que demonstrem que os valores são lícitos, destacou à Imprensa Damous. Se não o fizerem, que o façam os presidentes ou os corregedores dos tribunais estaduais apontados nas informações do Coaf. \"Não é favor. É obrigação\".
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A suspeita é considerada grave e apuração feita pelo Coaf em que dos 216 mil servidores do Poder Judiciário do Brasil, 5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis; somam valores na ordem de R$ 9, 48 bilhões entre os anos de 2000 e novembro de 2010 e R$ 855 milhões somente no ano de 2002 foi considerado como \"atípicos\" pelo Ministério da Fazenda. Somente uma pessoa ligada ao Tribunal Regional do Trabalho -TRT da 1a. Região, com sede no Rio de Janeiro, movimentou a soma de R$ 282, 9 milhões. Nem a soma de todos os salários ganhos ao longo do período de carreira, nem a soma de muitas loterias como prêmios da Mega sena mesmo acumuladas somariam tanta grana como esta detectada pelo Coaf e Ministério da Fazenda.