Semasa na mira da Justiça

Suspeitas de uma série de irregularidades na SEMASA, responsável pelos serviços de abastecimento de água à população em Lages (SC), levou à um pedido de investigações junto a Câmara do Município que pede que tanto o Tribunal de Contas do Estado de Santa atarina- TCE/SC e o Ministério Público-MP/SC, investigação caótica na SEMASA.  A municipalização deste abastecimento foi realizada há cerca de 10 anos atrás e gerou muita polêmica.

Na última terça-feira, 29, o secretário municipal da SEMASA Joel de Oliveira pediu exoneração do cargo. Assume a direção da SEMASA o técnico Jonas Alberto Ferreira que há 27 anos atuava na CASAN. Investigações sobre um projeto de saneamento básico em Lages; Joinville e Florianópolis está na Justiça. A Polícia Federal também investiga o caso denunciado há anos quando estourou na Casan o escândalo sobre o pagamento de indenizações trabalhistas irregularres.

SEMASA na mira da Justiça em SC
O serviço de água no município de Lages (SC), gerou mais um pedido de informação no Legislativo Lageano. De autoria do vereador Toni Duarte (PPS), o documento 016/12 pede quantos pontos de captação de água existem no município hoje e quantos existiam na época da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

A mesma indagação faz referência ao número de reservatórios (com detalhes sobre a capacidade em litros de cada um) hoje em dia e no tempo da estatal de Santa Catarina.

Há suspeitas de irregulares. Investigações vão atingir serviços realizados junto a SEMASA para saber para onde foram parar milhões de recursos pagos pelos consumidores em Lages onde há uma séria carência na área de saneamento básico. Outra dúvida e que merece atenção da área da Saúde Pública está relacionada à qualidade da água consumida pela população lageana através da SEMASA.

 

            O parlamentar ocupou o espaço do PPS no Horário dos Partidos para defender sua matéria e contestar para onde foram os quase R$140mi arrecadados pela Semasa desde a municipalização 9 anos atrás. “O secretário veio aqui, admitiu que faltou investimento, mas para onde foi todo esse dinheiro então”, questionou Toni. Ainda segundo ele, mensalmente são gastos cerca de R$1mi em manutenção e tratamento de água, o que considera um custo bastante alto. 

            De posse de cópia do processo que a Casan move contra o município de Lages(SC), pois de acordo com o vereador na época da municipalização a Casan deixou seu patrimônio, equipamentos, veículos e, o Estado quer ser ressarcido. A dívida é de R$61.374, mas a Casan entende que o valor agora seria maior R$118mi.

“O valor de R$61mi equivale há 10 anos de pagamento do IPTU, não sei quanto tempo mais vai levar mas Lages vai ter que pagar essa dívida”, afirmou Toni, concluindo que a situação merece atenção não só do Poder Legislativo, mas necessita de uma criteriosa investigação. “Vamos ter buscar informações seja no Tribunal de Contas, seja no Ministério Público”, encerrou.

 

Texto com apoio de Lize Borges

lizeborges@hotmail.com