Educação Especial em SC é destaque

O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naah/s) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) desenvolve, desde 2006, um trabalho voltado para jovens de alto desempenho. O objetivo é inserí-los em um grupo ou meio que proporcione o maior crescimento de acordo com a capacidade apresentada. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que entre 3,5% e 5 % da população possui algum tipo de alta habilidade, seja voltada para uma área como a matemática ou literária, por exemplo, ou alto potencial em diferentes segmentos do conhecimento. “As crianças e adolescentes que evidenciam essas qualidades precisam de uma educação especial para que possam se desenvolver. Do contrário, há grande risco desse potencial ser perdido”, informa a coordenadora no Núcleo, Andréia Panchiniak. 

O primeiro passo dessa educação especial é diagnosticar se a criança tem ou não altas habilidades e quais são as áreas de maior aptidão. Na maioria dos casos, o estudante chega até a FCEE encaminhado pela família. No Núcleo de Atividades, o aluno é entrevistado e passa por alguns testes psicológicos/pedagógicos, que vão além do QI. “Não basta ser inteligente, há outros pontos que precisam ser avaliados, como criatividade, determinação e persistência”, explica Andréia. “Se os indicadores são confirmados, ele é convidado para participar de uma oficina.”

Quando os indicadores de altas habilidades não se confirmam, os estudantes se desligam naturalmente dos programas no período médio de um ano, enquanto os demais desenvolvem um trabalho de longo prazo entre as cinco oficinas que o Naah/s disponibiliza. No turno em que não estão nas aulas regulares de suas respectivas escolas, as crianças e adolescentes trabalham com Robótica, Literatura e Produção Textual, Jogos de Desafios e Estimulação Cognitiva, Origami e Artes e Oficina Exploratória.

“Aqueles que possuem altas habilidades, quando gostam de alguma coisa, gostam com muita intensidade. Por isso, eles são trabalhados nas áreas que tem maior aptidão”, explica Andréia. Muitas vezes, essa criança sofre algum tipo de bullying na escola, porque não gosta de Educação Física, por exemplo. Mas, na verdade, ela é extremamente focada em matemática e adora desenhar prédios ou casas. “O mais importante é que esse jovem não associe sua alta habilidade a um problema, senão será um potencial perdido.” 

O Naah/s, localizado no campus da FCEE, em São José, Grande Florianópolis, recebe crianças de escolas públicas ou privadas a partir dos 6 anos, mas a maioria dos alunos matriculados têm entre 12 e 17 anos. Aqueles que possuem altas habilidades, mas estão distantes do Núcleo, podem receber orientações com os integradores de Educação Especial distribuídos nas Gerências Regionais de Educação (Gereds). “Estamos começando um trabalho de capacitação a distância com os professores de todo Estado e com as Gereds”, informa Andréia. 

Mais Informações:
Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (Naah/s)
São José - Rua Paulino Pedro Hermes, 2785
(48) 3381-1600



Fonte - Secretaria de Estado de Comunicação do Governo de Santa Catarina