Dia do Idoso é destaque

O dia de hoje (1º de outubro) é marcado como o Dia Mundial da Pessoa idosa, data instituída em 1999 por recomendação da ONU com o objetivo de dar visibilidade ao envelhecimento populacional e das prementes necessidades de implementação de mudanças nas relações sociais, econômicas, culturais e espirituais da humanidade.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que em poucos anos teremos mais pessoas acima de 60 anos do que crianças menores de cinco. Atualmente, os países com renda baixa e média são os que passam pelos processos de envelhecimento mais rápidos. Em 2050, haverá 2 bilhões de pessoas idosas no mundo, e 80% delas viverão em países que atualmente classificamos como emergentes ou em desenvolvimento.

 

Manoel (85 anos) morreu atropelado em Itaparica, Clairton (62 anos) foi assassinado em Pinhais, Adalcindo (66 anos) foi morto a tiros enquanto descansava em Pernambuco, um casal de idosos foi esfaqueado por ladrão em São Paulo. Estas foram as notícias de um dia apenas, registradas nas redes sociais, que demonstram o quanto temos ainda que trabalhar para a construção de um envelhecimento protegido da violência, do preconceito e sofrimento.

 

Necessitamos de políticas públicas mais efetivas, de ações transversais na saúde, educação, cultura para inserirmos este contingente de homens e mulheres envelhecentes em uma cidade, num estado e país que valoriza quem somos e quem fomos.

 

Nos últimos três anos o estado de Santa Catarina registrou mais de 100 mil casos de violência contra as pessoas idosas. Apenas no ano passado, foram 30 mil registros de boletim de ocorrência, conforme os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SC).  As cidades com maiores índices de registro de denúncia são Florianópolis, Joinville e Blumenau, ricas economicamente, mas frágeis na proteção de seus idosos.

 

Cuidar dos nossos idosos é cuidar do patrimônio histórico dos que nos antecederam, e assegurar que num futuro próximo, seremos igualmente protegidos. E a construção deste novo espaço de vivência e respeito há que ser feito por cada um de nós, dentro de nossas famílias, nos nossos bairros, na comunidade.

  

A autora é advogada, pós-graduada em Gerontologia (FURB) e em Saúde da Pessoa Idosa (OMS/Mexico) e presidente do Instituto Ame Suas Rugas