CRUZEIRO FAZ BELA FESTA NA VOLTA A BELO HORIZONTE E VENCE FIGUEIRENSE

O Cruzeiro fez bonito na volta a Belo Horizonte, após mais de dois anos perambulando pelo interior, sem residência fixa para mandar seus jogos. Com um golaço de Wellington Paulista, derrotou o Figueirense, por 1 a 0, no Estádio Independência, na abertura da quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

A vitória deixou o Cruzeiro na vice-liderança, com 11 pontos. Para permanecer na posição, precisa torcer para que Atlético-MG e Grêmio tropecem fora de casa no domingo, contra São Paulo e Náutico, respectivamente. O Figueirense perdeu a invencibilidade na competição e ficou em décimo lugar, com seis pontos.

\"wellingtonWellington Paulista completa para o gol depois de driblar o goleiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a São Januário, no Rio de Janeiro, enfrentar o líder Vasco, sábado, às 18h30m (de Brasília), enquanto o Figueirense recebe o Bahia, domingo, às 16h, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

Figueira melhor

Antes do apito inicial, a torcida cruzeirense deu um show de apoio, com direito a mosaico nas cadeiras, muita festa e barulho ensurdecedor. E o time mineiro começou nesse embalo. Jogando com três atacantes, partiu para cima do Figueirense nos minutos iniciais, mas sem exercer pressão verdadeira e causar perigo.

\"Montillo,Torcida do Cruzeiro faz bela festa no Independência (Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Acabou sendo dos catarinenses as primeiras chances de gol. Túlio e Aloísio tiveram as oportunidades, mas ambos pararam em boas intervenções do goleiro Fábio. Aos 15, Julio César chegou a acertar a trave em cobrança de falta de longe.

Mais organizado em campo, o Figueira tocava bem a bola, tomava conta do meio-campo e chegava facilmente à área adversária. Para se ter uma ideia da facilidade encontrada pelo time de Santa Catarina, foram oito finalizações em menos de 20 minutos.

\"AmaralAmaral e Ygor disputam a bola
(Foto: Emmanuel Pinheiro / Agência Estado)

O time mineiro tentava se achar, mas os erros de passes e a distância entre os jogadores em campo tornavam as coisas mais difíceis. O único armador do Cruzeiro na partida era Montillo. Bem marcado como sempre, o argentino pouco conseguia produzir. O trio de atacantes também não se encontrava em campo, com pouca mobilidade e iniciativa de jogo.

Alheio aos problemas do adversário, o Figueirense continuava superior em campo, sem ser incomodado de forma mais efetiva. O Cruzeiro até ensaiou uma pressão nos minutos finais, mas somente com bolas alçadas sobre a área de Wilson, que foi um mero espectador no primeiro tempo. Como o time de Floripa também não conseguiu superar Fábio, o 0 a 0 permaneceu até o intervalo.

Cruzeiro acordado

Celso Roth mexeu no Cruzeiro na volta para o segundo tempo, colocando Leandro Guerreiro no lugar de Amaral, que teve atuação irregular nos primeiros 45 minutos. Mas, logo no primeiro lance, a impressão foi que o domínio do Figueirense continuaria. Em um ataque veloz, Aloísio chegou cara a cara com Fábio, obrigando o goleiro a fazer mais uma importante defesa.

Celso Roth, então, mudou o esquema tático, do 4-3-3 para o 4-4-2, ao substituir Wallyson por Souza. O Cruzeiro melhorou sensivelmente.

Montillo apareceu mais em campo, e Souza cumpriu papel duplo no meio-campo, ajudando na marcação e na armação. O jogo ficou aberto, porque a Raposa se mandou para o ataque, dando ao Figueira a possibilidade de contragolpear.

Aos 20 minutos, as estrelas de Souza e Celso Roth brilharam, e o Cruzeiro abriu o placar. O meia fez linda jogada no meio e deu passe na medida para Wellington Paulista. Cara a cara com Wilson, o atacante teve tranquilidade para dar um leve toque, passar pelo goleiro e marcar um golaço.

A vantagem no placar deu tranquilidade para o time mineiro, que passou a tocar a bola de forma mais consciente. A entrada de Willian Magrão no lugar de Fabinho fechou o time e dificultou a vida do Figueirense. Argel mandou Botti, Luiz Fernando e Jackson para o jogo, mas os catarinenses não tiveram forças para buscar o empate e impedir a bela festa da torcida cruzeirense na volta do time a Belo Horizonte.