SCGás e o golpe
Um golpe não fosse as auditorias realizadas e também as investigações feitas durante estes últimos quatro anos junto a SCGás-empresa que distribui gás natural para cerca de 100 mil consumidores em todo o Estado Catarinense.
O valor próximo de R$ 100 milhões foi cobrado a mais durante os últimos doze anos. Uma sentença do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina- TCE/SC; a ser publicada na próxima quinta-feira,14, recomenda a revisão de contrato da SCGás junto ao Governo do Estado e para que haja revisão das tarifas atuais.
Quando da criação da SCGás, em 1994, o Estado de SC detinha 51% das ações ordinárias ( aquelas que dão direito ao voto e que permitem as decisões da empresa).
Mas numa decisão que contraria a legislação e sem passar pelo aval da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, durante o governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), em 2007 o Estado de SC passou a ter apenas 3,4 % das ações totais da SCGás. Ou seja, a SCGás passou de ser estatal para ser privada e com isto gerar com dinheiro público lucros para outros sócios desta empresa.
Chega ser cômico não fosse vergonhosa esta manipulação mafiosa de governantes em Santa Catarina. Uma mostra disto está na declaração do ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira (PMDB), nesta semana em que destaca \" não lembrar \" das razões que motivaram a venda da participação do Estado para a SCGás.
Memória curta do ex-Governadorde SC
Ou seja, a memória curta do ex-Governador Luiz Henrique, hoje Senador pelo PMDB/SC, mostra o quanto Santa Catarina estava mau governada. Basta ver a herança dos graves problemas nas áreas da Saúde; Educação e na Segurança Pública de Santa Catarina.
Ao contrário, inúmeros processos tramitam na Justiça que investigam rombos milionários durante a gestão de LHS (PMDB). Isto sem contar de outros governos anteriores de Santa Catarina. Bem dizia o ex-Ministro da Agricultura; fundador do PMDB e um dos líderes históricos do PMDB nacional, o catarinense Dejandir Dalpasqualle (im memoriam): \".. . nunca vi um governo tão corrupto quanto este do PMDB...\".
Foi uma das declarações mais bombástica ocorrida na política recente catarinense que gerou uma polvorosa nos bastidores tanto doPMDB quanto da tríplice aliança (PMDB/ PFL e hoje parte no PSD/PSDB) durante o governo de Luiz Henrique da Silveira. Agora, o caso da SCGás não pára por aí. A Celesc que já tem um rombo em mais de R$ 50 milhões e que está sendo investigado ( ainda sem uma resposta à sociedade catarinense); terá que devolver R$ 93 milhões em ações ao Estado de Santa Catarina neste episódio envolvendo a SCGás.
A Celesc também é acionária da SCGás. Uma irregularidade que compromete a credibilidade política daquels que decidiram pela prática considerada um crime contra o patrimônio público catarinense. Afinal, o setor privado através de grupo de acionistas da SCGás obtiveram lucros milionários nas custas do que deveria ser maior parte do poder público. Ou seja, do povo catarinense.