Dia Mundial do Rim -14 de março
De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) o número de doentes renais no Brasil dobrou na última década. Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal. No país, atualmente, entre 90 mil e 100 mil pessoas passam por diálise - procedimento que tem como princípio a retirada de líquido e toxinas (como ureia e creatinina) do paciente.
A Clinirim, clínica anexa ao Imperial Hospital de Caridade (IHC), tem mais de duas décadas e atende cerca de 220 pacientes por mês de Florianópolis;SC; e região com insuficiência renal. Destes, 72 são atendidos por meio do sistema de Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC, internacionalmente conhecida como CAPD), sistema de diálise feito em casa, na qual não é necessário o uso de máquina.
Noelisa Schutz, assistente social da clínica, explica que o procedimento é uma alternativa para os casos que não necessitam o uso das máquinas de hemodiálise. “A CAPD é menos complexa que a hemodiálise, que demanda de uma estrutura física e equipamento disponível. Em casa o paciente pode fazer o procedimento sozinho ou com o auxílio de um parente ou cuidador, porém, ele deve fazer consulta com o médico que faz o acompanhamento do quadro uma vez por mês”, conta.
Noelisa faz um alerta sobre as doenças que podem causar danos aos rins. “Devemos aproveitar o Dia Mundial do Rim para fazer um alerta para a população, para que cuidem dos rins e façam consultas médicas regularmente. Dos mais de 220 pacientes que atendemos, 130 desenvolveram a insuficiência renal crônica em consequência de doenças como diabetes e pressão alta”, adverte.
Nos casos em que a diálise não é mais eficaz, a solução é fazer um transplante. Para atender a demanda destes casos, o Imperial Hospital de Caridade tem uma Comissão Intra-hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), coordenada pela dr.ª Maria Emília Coelho. “Em 2013, foram realizados quatro transplantes de rim no IHC nos meses de janeiro e fevereiro”, afirma Salete Maria da Silva, assistente social da CIHDOTT.
O transplante de rim pode ser realizado com o auxílio de doadores vivos, que podem ser parentes ou não parentes do paciente, desde que o órgão doado seja diagnosticado como compatível. Quando não existe compatibilidade com doadores vivos, é necessário fazer uma busca no banco de órgãos do hospital. “A captação de órgãos é baixa, principalmente a de múltiplos órgãos - que engloba doações de rins -, em média de dois a três por ano. Este tipo de doação acontece em casos de óbitos por morte encefálica”, explica Salete.
A assistente social do CIHDOTT também conta que o processo para viabilizar a doação passa por alguns critérios. Após a morte de um candidato a doador de órgãos, é realizado um exame clínico que determina a viabilidade desta doação. “Das cinco mortes encefálicas de doadores que tivemos em 2012, quatro foram considerados sem contraindicações e, após a fase de entrevista com os familiares - que precisam autorizar o procedimento -, doaram múltiplos órgãos”, finaliza Salete Maria da Silva.
A Clinirim, que tem como médico responsável o nefrologista dr. Sergio Luiz, conta com 36 pessoas em seu quadro de funcionários, entre eles cinco médicos, quatro enfermeiros e uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de assistência social, nutrição e psicologia. Hoje, além da Clinirim, outras três instituições oferecem o serviço de diálise na Grande Florianópolis. Em abril, a clínica abrirá uma nova unidade, também anexa ao Imperial Hospital de Caridade, o que aumentará o número de vagas para pacientes da região.
Serviço:
Clinirim (anexo ao Imperial Hospital de Caridade)
Contato: (48) 3222-9147
Imperial Hospital de Caridade
Endereço: Rua Menino Deus, 376, Centro, em Florianópolis.
Contato: (48) 3221-7500