Policiais civis protestam em joinville, SC

Com o prazo dado ao Governo de Santa Catarina acabando, a categoria deverá entrar em GREVE GERAL dia 25 deste mês de julho. Não há mais condições de esperar o que o Governo do Estado Catarinense sequer tem interesse em atender à categoria que há mais de uma década, aguarda compromissos que ficam somente nas promessas do Governo do Estado.

 

Cerca de 350 policiais da região Norte Catarinense reuniram-se em Assembléia na tarde de quarta-feira, 17,na Câmara de Vereadores de Joinville, Santa Catarina. Após rejeitarem a proposta do Governo do Estado, os Policiais seguiram vestidos de camisetas pretas e com faixas pela avenida Hermann August Lepper até o Centreventos Cau Hansen, onde ocorre o Festival Internacional de Dança, cujo evento um dos maiores do mundo reúne milhares de artistas de dança, coreógrafos e dirigentes de grupos artísticos além de um público que lota o Centreventos Cau Hansen.

 

A manifestação faz parte do estado de greve da categoria em Santa Catarina, que poderá paralisar todas as atividades no dia 25 de julho. Os policiais permaneceram nas escadarias da arena com faixas e cartazes até o começo da noite de abertura do evento- um dos maiores do gênero da América Latina e um dos principais do mundo.



“Não fizemos barulho. Nossa questão é apenas visual, não queremos atrapalhar a cidade de Joinville. Mas, precisamos alertar a população para o descaso do governo”, disse o representante sindical da região Norte, Cláudio Medeiros. A área da segurança Pública em Santa Catarine enfrenta muitas dificuldades diante da falta de um maior investimento por parte dos governantes que exerceram seus governos anteriores e do atual governo estadual.

 

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol/SC), desde 2007 a corporação já perdeu quase 1.000 policiais. Isso em razão dos baixos salários que não retém o servidor na instituição. Segundo o presidente do Sinpol/SC, Anderson Vieira Amorim, a Polícia Civil de Santa Catarina recebe um dos piores salários do Brasil. A sociedade catarinense apóia as reivindicações policiais pois sabe bem da real necessidade de maiores investimentos tanto no aspecto da valorização profissional com melhores salários; equipamentos; além de aumentar o efetivo em todo o estado catarinense.



“Os policiais querem ser reconhecidos como técnicos jurídicos. Temos esse cargo, mas não somos pagos como tal”, disse Anderson Amorim.