Crise na Serra Catarinense

Um capítulo que já era esperado e tratava-se apenas de uma questão de tempo, ou seja, o excesso no plantio de pinus na região do Planalto e Serra Catarinense faz hoje muitos produtores querem desistir do plantio de pinus. A lei da oferta e da procura pelo produto fez o preço desabar do produto.

 

Os desbastes das árvores que há algumas décadas foram introduzidas na região serrana e do planalto catarinense, agora estão sendo adiadas por grande maioria dos produtores. Esta iniciativa visa dar tempo para que os preços do produtto possam reestabelecer de acordo com os patamares almejados pelos produtores que evitam maiores prejuízos.

 

Afinal, os investimentos com o plantio de pinus possuem retorno de médio e longo prazos e por isto mesmo reside as dificuldades para uma gama de produtores, especialmente os pequenos e médios produtores rurais que possuem reflorestamentos de pinus em suas propriedades.

 

Há uns 30 anos atrás, a empolgação por parte de milhares de produtores rurais incentivados pelo incentivo à introdução de reflorestamentos de pinus na região serrana e do planalto catarinense; levou a região sofrer um impacto ambiental assustador devido à derrubada de matas nativas para abrigar estes reflorestamentos. Hoje, existe tramitando na Justiça Catarinense ações devido aos chamados Termos de Ajustes de Condutas que visam recompenas ambientais diante desmatamentos que apresentaram irregularidades diante a legislação ambiental.  

 

Muitos produtores neste setor já manifestam interesse em simplesmente abandonar o pinus e retomar atividades como exemplo do gado leiteiro e plantio de lavouras de milho; feijão e até implantar pomares de frutas, especialmente o Kiwi;  a maçã e a vitinicultura.