Betinho vira vilão, e Schwenck o herói na virada do Marcílio diante do Avaí

Um pênalti pode mudar a história de uma partida. Para o bem e para o mal. Neste sábado, a bola na marca da cal deu papel de vilão para quem vestia azul e branco, mas de herói para o azul com vermelho. Aos 19 minutos do segundo tempo, Betinho partiu para a cobrança, mas parou no goleiro Rodolpho. Àquela altura, o Avaí batia o Marcílio Dias por 2 a 0, com gols do próprio camisa 7. Pouco mais de 20 minutos depois, o Marinheiro conseguiu virar para 3 a 2 e buscar seu primeiro triunfo no Catarinense. Com dois gols de Schwenck.

 

O Avaí suportou a ousadia do Marcílio Dias nos primeiros 20 minutos. O Leão pouco conseguia chegar à frente. Quando conseguiu pela primeira vez e com alguma qualidade, seria o suficiente para reverter o domínio e colocar o time azurra na frente. Betinho marcou após falha do zagueiro Toninho, cena que se repetiria no final da etapa, com a vantagem por dois gols. O Marinheiro se abriu, desfez os três zagueiros e Felipe Oliveira acompanhou Schwenck na frente. A mudança seria de motivação, e não tática. Betinho teve a chance de fazer o terceiro, mas parou no goleiro. O lance deu força ao time da casa, que num intervalo de dois minutos empatou, com Fabiano Silva e Schwenck, que mostrou à camisa 7 do Leão como se faz. A virada foi incompreensível ao Avaí e satisfez - e muito - os marcilistas. Porque Schwenck tinha mais um guardado. Aos 41 ele garantiu a vitada para o time da casa.

 

Com a vitória, o Marcílio Dias vai a quatro pontos e volta a campo na próxima quarta-feira, diante do Atlético-IB, em Ibirama. O Leão tem três pontos e pela frente um clássico. Também na quarta, a equipe recebe o Joinville, no estádio da Ressacada.


BETINHO GANHA AS DUAS DE TONINHO

Em casa e com a necessidade de transformar as atuações dos dois primeiros jogos em resultado positivo, o Marcílio Dias demonstrou interesse e atitude para bater de frente com o Avaí. No entanto, a equipe que jogava em casa não conseguia fazer da posse uma alternativa clara de marcar, principalmente com as criações de Clebinho e Márcio Careca. O Avaí não se aborreceu, e esperava a chance. Ela veio aos 22, no primeiro embate Betinho x Toninho. O atacante do Leão aproveitou que o zagueiro do Marcílio Dias não conseguiu cortar o cruzamento. Betinho colocou na rede. Gol que mudou o panorama da partida.
Os azurras cresceram em produção e começou a se impor. A necessidade de vencer do Marcílio Dias ficou prejudicada com o esquema de três zagueiros montado pelo técnico Guilherme Macuglia. Mas novamente foi no embate entre atacante e defensor que o Avaí chegaria ao segundo ainda no primeiro tempo. Depois de ganhar um respiro, o Leão ficou tranquilo, aos 38. Toninho não conseguiu a cabeceada que afastaria o perigo. Melhor para o camisa 7 do Leão, que foi até a cara do goleiro Rodolpho e fez mais um. Betinho colocou na rede.

 

SCHWENCK DÁ SUA MOSTRA E FAZ DOIS

Para ver o Marcílio Dias com volúpia semelhante ao dos 20 minutos iniciais. O esquema com três zagueiros foi desfeito pelo técnico Guilherme Macuglia. Entrou Felipe Oliveira. Mas não seria esta alteração tática a responsável pelo empate do Marinho. O Avaí teve uma penalidade sofrida por Marquinhos, e o meia azurra entregou a chance para Betinho. A consagração virou decepção. O camisa 7 teve a cobrança defendida por Rodolpho, e a bola sobre a linha. Começava a reação marcilista a partir da motivação.

 

No lance seguinte, o volante Fabiano Silva botou na rede. Dois minutos depois, aos 24, Clebinho parou na área com o pé de Bruno Maia, que ficou pelo caminho. Bráulio da Silva Machado apontou a cal. Schwenck não perdoou. Com requintes de crueldade, deslocou Diego para fazer a bola ir mansinho no canto oposto. Do desperdício azurra ao empate, cinco minutos em que o Marinho voou em campo. Mas Schwenck haveria de fazer mais. Experiente, o atacante soube se posicionar e, aos 41 minutos, conseguiu a virada de cabeça, eplodindo o estádio Hercílio Luz, que não se conteve e passou a gritar olé.