PF conclui inquérito e Manoel Dias pode cair

O relatório da investigação da Polícia Federal sobre desvios milionários através de convênios do trabalho pelo Ministério do Trabalho em Santa Catarina; foi concluído e será solicitado abertura de investigação sobre o titular da pasta, o ministro catarinense Manoel Dias (PDT), no Supremo Tribunal Federal- STF.

 

O inquérito focou o principal convênio do Trabalho com a ADRVale, executado no período entre 2007 e 2009, quando foram liberados R$ 6,9 milhões para a entidade. Naquela época o Ministério do Trabalho era comandado por Carlos Lupi,(PDT), que deixou o cargo em 2011, após estourar escândalo de denúncias de que Lupi cobrava propina para liberar o registro de sindicatos e de desviar recursos do partido, o PDT.

 

Caberá à Justiça Federal em Santa Catarina decidir se envia ou não o caso sobre a investigação do envolvimento ou não de Manoel Dias nas irregularidades destes convênios. Ao todo foram cerca de R$ 11 milhões assinados em convênios com o Ministério do Trabalho.

 

Há suspeitas de funcionários fantasmas. Há riscos eminentes de Manoel Dias (PDT), deixar o ministério à exemplo do seu correligionário pedetista Carlos Lupi (PDT). À imprensa Manoel Dias, tem destacado não temer denúncia. Três ONGs ligadas ao PDT receberam R$ 13,3 milhões através de convênios.

 

Operação Fundo do Poço

E o caso da Operação Fundo do Poço continua dando polêmica. Recursos impetrados junto a Justiça pela defesa do deputado estadual Romildo Titon (PMDB), aguardava julgamento. A crise na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, está instalada e uma CPI poderá ser instalada a fim de ampliar as investigações sobre recursos liberados por deputados através de convênios que liberam recursos financeiros.

 

Na Operação Fundo do Poço que teve como resultado destas investigações a prisão de vários agentes públicos que atuam na região da Serra e Meio Oeste catarinense e envolveu ainda o nome do deputado estadual Romildo Titon (PMDB), como suspeito de estar envolvido no episódio; continua sendo amplamente discutido entre a Alesc e o Judiciário de SC.

 

O Procurador-Geral de Justiça de Santa Catarina Lio Marin defende a instalação de uma CPI, assim como vários deputados, porém, a abertura desta CPI na Alesc encontra muitas resistências. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não aceitou o recursos da Assembleia e manteve o afastamento do deputado Romildo Titon (PMDB) da presidência do Legislativo.

 

Com isto retornou à presidência o deputado Joares Ponticelli (PP). Romildo Titon nega veementente seu envolvimento com irregularidades no caso das investigações da Operação Fundo do Poço que investigou desvios de recursos para instalação de poços artesianos em Santa Catarina.