Quem tem medo de CPIs? Só corruptos será?
Até que ponto é aceitável não querer assinar um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI para apurar possíveis irregularidades ou crimes graves como desvios de verbas públicas; licitações fraudulentas ou nem sequer existência de licitações milionárias.
Exemplos tais como da compra ou venda de refinarias como da Petrobras ? Enfim; evitar ou mesmo não admitir uma CPI em casos extremamente graves com claras evidências e até comprobatórios de crimes contra o patrimônio público, ou seja, contra a sociedade? Pois é.
Existem muitos e muitos conhecidos políticos; carreiristas de primeira linha; com mandatos eletivos há décadas; seja no exercício do legislativo quanto do executivo no país e que não aceitam assinar requerimentos de uma CPI.
Quer ver um destes casos ? É o do ex-governador de Santa Catarina e atual senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Há poucos dias atrás admitiu, segundo divulgado à Imprensa, que \" nunca \" assinou requerimento de CPI nem quando no exercício de deputado federal. Agora como senador não iria assinar a CPI da Petrobras.
Mas, convenhamos: um personagem eleito pelo voto popular que chega ao Senado para representar os interesses da população com plena transparência e não se preocupa com a gravidade de um escândalo como da Petrobrás ?
Um ícone alertou em SC
É por estas posturas e outras de muitos políticos que levou por exemplo o ex-ministro da Agricultura e histórico peemedebista, fundador do PMDB, o então líder do PMDB/SC; Dejandir Dalpasqualle, frisar poucos anos antes de falcer de que \" nunca \" havia visto um governo tão corrupto quanto ao do PMDB em Santa Catarina.
Não precisamos nem lembrar quem era governo de Santa Catarina naquela época desta declaração de Dejandir Dalpasqualle. Houve uma espécie de incêndio no meio político catarinense, particularmente dentro do PMDB. Afinal, Dejandir sempre foi considerado um ícone da moralidade pública e da política nacional. Mas, felizmente ainda existem políticos com visão mais responsáveis e dentro do próprio PMDB de Santa Catarina.
Tanto é que houve a assinatura do requerimento de instalação da CPI da Casa Rosa adquirida sem licitação pelo Ministério Público de Santa Catarina pelo valor de R$ 123 milhões e, cujo imóvel em Florianópolis, não deveria ultrapassar R$ 35 milhões de reais. Mas, quem foi que avaliou este imóvel. Nunca foi revelado até agora.
É um caso típico das facilitações de compras e aquisições sem licitações que colocam em risco a credibilidade política e institucionais e que abre suspeição de evasão de recursos financeiros, dinheiro fruto de arrecadação de tributos e impostos pagos pelo contribuinte. O MP de Santa Catarina diz estar pronto para esclarecer o caso. Então é só esperar.