Petrobras pega fogo com CPI
A Petrobras literalmente incendeia e lança larvas de fogo por todos os lados com destaque à ampla reportagem recente da Revista Veja que aponta, inclusive, que o ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) e Pedro Correa (PP-PE), ambos condenados na Ação Civil 470- o mensalão, teriam recebido cerca de R$ 100 mil do doleiro Alberto Youssef. Documentos apreendidos na casa e escritório de Paulo Roberto Costa descrevem supostos pagamento ao Partido Progressista-PP, no valor de R$ 28,5 milhões, sendo que R$ 7,5 milhões seriam destinados ao diretório nacional do PP, conforme investigações da Polícia Federal.
Recursos também teriam sido repassados aos deputados João Pizzolatti (PP) de Santa Catarina, atual presidente estadual do Partido Progressista catarinense e ao deputado Nelson Meurer (PP) do Paraná. Estes recursos, segundo as investigações da PF seriam oriundas de empresas fornecedoras da Petrobras. O escândalo da Petrobras é tão imenso, abrangente e preocupante tornando-se um dos maiores do que o do próprio Mensalão. Para se ter ideia da dimensão deste escândalo, tão somente nestes últimos quatro anos, foram mais de R$ 10 bilhões- isto mesmo, mais de R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro.
O escândalo do Petroleoduto brasileiro pode ultrapassar centenas de bilhões se aprofundadas e ampliadas as investigações. Envolvem muitos políticos, empresários e siglas partidárias. O esquema servia para além da lavagem de dinheiro, repasses milionários à um suposto esquema que abastecia candidatos, numa semelhança ao Mensalão a fim de financiar campanhas políticas.
Uma CPI- Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal será instalada nesta semana e vai ampliar o leque de investigações e até sugerir à Justiça punição aos envolvidos neste escândalo. `À Imprensa, o deputado federal e presidente do PP em Santa Catarina João Pizolatti, disse que vai recorrer à Justiça diante a citação de seu nome em reportagem da Revista Veja da última semana.