Pela redução de tributos

Hoje, qualquer cidadão que venha ao mundo, já nasce endividado. Organismos econômicos internacionais fizeram o cálculo. A dívida mundial total, incluindo setores públicos, privados e diferentes tipos de compromissos, alcança praticamente quatro vezes o PIB de todos os países.

 

Isto é, nascem todos com o “pecado” econômico original. Pior: no Brasil, dos cerca de R$ 5 trilhões das riquezas a serem geradas este ano, quase R$ 2 trilhões serão revertidos em tributos, atingindo praticamente 40% do PIB. Na partilha da arrecadação, cerca de 60% ficarão com a União, 23% com os Estados e somente 17% serão reservados aos municípios.

 

Se não bastasse a alta tributação, a solução encontrada pelos governos diante das dívidas é o constante aumento dos impostos para gerar novos investimentos. Trata-se de um ciclo vicioso. Por outro lado, enquanto nossa carga tributária embutida em bens e serviços ainda está entre as mais altas do mundo, não vemos todos os benefícios sociais chegarem à sociedade para alimentar a economia em função de desvios, corrupção e má administração dos recursos.

 

O “capitalismo patrimonialista”, em que o capital e o mercado manipulam a democracia, já demonstrou que não é justo para os que mais produzem. A sociedade começa a dar suas respostas. Um exemplo é o Movimento Brasil Eficiente, formado por federações, empresas, trabalhadores e profissionais liberais, que propõe a reformulação fiscal e tributária do País.

 

A ideia é conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos à média de 6% ao ano, desde que a carga tributária caia para 30% do PIB ao final da década. O momento é extremamente oportuno para a reivindicação.

 

Candidatos sérios e comprometidos devem incluir a bandeira em suas plataformas de campanha para as próximas eleições de outubro. Ou seremos eternamente um País encantado com futebol e carnaval enquanto passamos quase metade do ano trabalhando simplesmente para pagar os impostos.

 

Por: Engenheiro Eletricista e Escritor Gilberto Aguiar