Obama e protencionismo na visita ao Brasil
Enaltecer a democracia e defesa dos direitos humanos vindo do presidente dos Estados Unidos Barack Obama, não foi suficientemente o que se esperava desta visita neste fim de semana ao Brasil. A presidenta Dilma Rousseff (PT); deu o recado direto ao presidente americano, ou seja, reduzir o protencionismo da produção especialmente agrícola e também a inclusão de representantes do Brasil no Conselho Geral de Segurança da Organizações das Nações Unidas - ONU.
Os Estados Unidos até pouco tempo atrás, mantinham a política internacional voltada ao colonialismo onde países até hoje estão refém da influência americana. O Brasil até poucos anos atrás, menos de 8 anos, tinha dívida com o Fundo Monetário Internacional acima de U$ 30 bilhões e acabou livrando-se desta dívida. Ao contrário, hoje tem aplicado no FMI recursos financeiros para ajudar países pobres como a África do Sul, por exemplo.
A visita de Obama tem uma direção prática e objetiva: primeiro, quebrar a distância sob ponto de vista estratégico-político entre os dois países. Segundo, alastrar o comércio entre os dois países e onde os Estados Unidos estão de olho no Pré-Sal, na Amazônia. Afinal, os americanos já não possuem reservas de petróleo a altura da necessidade de consumo interno daquela país. Outro aspecto, a água potável é riqueza necessária a todos os povos e a escassez já é uma realidade destas fontes naturais. Tem ainda a questão do comércio de vários produtos manufaturados e ainda a matéria prima. Portanto, a água está batendo literalmente no pescoço dos americanos e a prepotência daquele país todo-podero e ainda é, mas sabem os americanos que não podem ficar ilhados sob risco de criar seu destino próprio de falência gradativa. Olha a questão do Japão. Energia nuclear é grande ameça ao povo e isto já foi demonstrado pelos próprios americanos quando lançaram bombas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
O Brasil, ao contrário, está mostrando o caminho da solidificação democrática. Está dando os primeiros passo é verdade, mas está caminha e isto já é um caminho significativo. Há muito aina que trilhar- acabar com a corrupção, fazer as devidas reformas (Judiciária, Política e Reforma Fiscal e Tributária), sem contar o avanço que ainda precisa dar na questão da justiça social. Distribuir melhor as riquezas deste país ao seu próprio povo. Então, a visita de Obama, foi uma visita de cordialidade é certo, porém, que retorne aos Estados Unidos sabendo que o Brasil tem posição clara, objetiva e definida e que já não anda com a muleta americana.
João Agnaldo Godoy- Jornalista e editor do Destaque Catarina