Renovação na eleição pode surpreender

São diversos candidatos novos que disputam a eleição de 05 de outubro deste ano em Santa Catarina e que poderão alcançar vagas seja na Assembleia Legislativa Estadual ou até mesmo para Deputado Federal. Algumas destas novas lideranças estão disputando esta eleição por várias siglas partidárias em Santa Catarina.

 

Uma destas lideranças é a Geógrafa, Pedagoga; Administradora Pública e Mestre em Planejamento Territorial Eliz Bosco (PRP), que disputa uma vaga para deputada estadual nestas eleições. Eliz defende a candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência da República.

 

Assim como Eliz Bosco, outra candidatura aliada também de Marina Silva (PSB)  em Santa Catarina; trata-se de Mauro Beal PEN), cuja trajetória política também é voltada para a defesa das questões ambientais; com destaque ao projeto \" Cidades Inteligentes \". Mauro Beal tem percorrido todo o Estado em busca de apoio à candidatura visando uma das vagas para deputado estadual.

 

Segundo Eliz Bosco; no que se refere aos temas: Resíduo sólido, proteção de mananciais e saneamento básico) é uma discussão que ja vem sendo feita há, pelo menos, 10 anos e avançou muito pouco em Santa Catarina. Outros jovens estão também nesta corrida de disputa eleitoral em 05 de outubro por várias siglas partidárias e que poderão obter sucesso nestas eleições. O eleitorado catarinense deve estar atento e observar as várias propostas destes jovens candidatos nestas eleições.

 

A Lei 11.445/2007, que institui o Plano Nacional de Saneamento Básico, discorre sobre as diretrizes que devem ser seguidas pelos Estados e Municípios para sanear essa situação, completa a liderança.
Santa Catarina instituiu metas, que ainda não foram cumpridas adequadamente -e, segundo Eliz \" não há interesse político.

 

Muitos municípios mandaram para Brasília seus projetos para captar recursos, alguns conseguiram, outros,não. Deveria ter sido fomentado pelo governo do Estado, que se omitiu. Os problemas de abastecimento de água, por exemplo, é porque não se fez um planejamento de médio prazo, com os investimentos necessários\".

 

Eliz  observa  que essa discussão sobre resíduo sólido, proteção de mananciais e saneamento básico é uma discussão não não pode ser feita de maneira pontual, nem por município.

 

\"É uma discussão que deve ser feita de modo regionalizado e com prazos para cumprimento. A Lei existe, tem diagnóstico, tem dinheiro mas falta a execução, pois todos são afetados diretamente\" .

 

DESCENTRALIZAÇÃO EM SANTA CATARINA
Veja alguns dos aspectos mais relevantes no que diz respeito à descentralização administrativa em Santa Catarina, segundo Eliz Bosco:
 
As decisões governamentais não podem ser determinadas por Florianópolis, observa Eliz Bosco. Segundo a jovem liderança catarinense; cada região do Estado tem suas especificidades, sua economia, sua cultura. Atualmente tem-se as Secretarias de Estado do Desenvolvimeto Regional (SDR), que deveria ser um governo de estado fortalecido na região. Com decisões tomadas pelo Conselho de Desenvolvimento Regional.

 

\"Funcionou muito bem nos primentiros 6 anos. No governo Colombo, perdeu-se orçamento e financeiro descentralizado. Desarticulou todo o trabalho na região. Hoje, merenda escolar e papel higienico compra-se em Florianópolis\", critica.
\"Esse fato causou uma morosidade nos processos, criando inúmeros problemas operacionais na região\". enfatizou.

No que se refere ao fortalecimento da descentralização, defendo que o Conselho de Desenvolvimento Regional- SDR  - deve ter representatividade deliberativa das demandas regionais.

 

No que se refere às competências do governo do Estado, este, deve acatar as decisões regionais e financiar ações de cunho regional. - Não para compra de ambulância para um município ou asfaltamento de rua - mas ações que envolvam interesse de 2 ou mais municípios.

 

O conselho de desenvolvimento regional deve ter representação paritária entre poder público, empresarial e sociaedade civil organizada. Com uma representação eleita, por segmento de cada município - mandato de 1 ano. Para ninguém se acostumar com a cadeira.

 

O deputado não executa obras, mas tem a prerrogativa de fiscalizar o não cumprimento delas. alé, de propor leis para melhorar a vida das pessoas. desburocratizar o governo.

 

O Estado sempre \"corre atras do prejuízo\" trabalha sobre pressão e não, por planejamento. O Estado é viciado, sempre tem que ser provocado, por isso, sempre está contingenciado.

 

O Estado ainda sofre com  o maior problema de todos: Pessoas erradas fazendo coisas que não conhecem. Por isso é tão pesado, com tanta gente e, principalmente, caro, completou Eliz Bosco.