Leite adulterado III - Envolvidos podem pegar 160 anos de prisão
A Justiça recebeu do Ministério Público/SC neste início de outubro, denúncia contendo 147 páginas contra 21 suspeitos de adulterar leite em Santa Catarina. Segundo o promotor de Justiça Carlos Alberto Galdino, caso o Poder Judiciário concordar com o que está exposto nestes documentos entregues pelo Ministério Público de Santa Catarina; os envolvidos poderão ser condenados a mais de 160 anos de prisão.
Neste processo estarão sendo julgados desde cooperativas; empresas e técnicos responsáveis pelas fraudes do leite, cujo produto adulterado já pode ter sido consumido pela população, pois o caso de adulteração do leite já vem sendo feito segundo investigações há cerca de 7 anos. A operação que levou às investigações foram deflagradas em outubro e descobriu que esta organização criminosa está envolvida em pelo menos 74 crimes que vão desde à falsidade ideológica; crimes contra o consumidor e por participação em organização criminosa, segundo o promotor Galdino.
Já é a terceira operação sobre investigações de leite adulterado em Santa Catarina, sendo que uma empresa do Rio Grande do Sul também está envolvida no caso. O Ministério da Agricultura vai divulgar em breve o resultado da rastreabilidade dos produtos para saber quais lotes foram comprometidos e para quais mercados o leite foi enviado. Os nomes das empresas envolvidas nesta fraude já foram divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina.
Na adulteração do leite comercializado em Santa Catarina foram detectados presenças de soda caustica e outros produtos que colocam em risco a vida e a saúde de quem consumiu ou pode ainda consumir tais produtos adulterados.