Prefeito, motorista e secretário devem manter-se na cadeia em Lages (SC), diz a Justiça
Os pedidos que ingressaram na Justiça em Santa Catarina pedindo a revogação da prisão preventiva do prefeito de Lages Elizeu Mattos (PMDB), o motorista dele Antônio Carlos Simas (Toninho) e do secretário da Semasa Vilson Rodrigues, que juntamente com Toninho foram exonerados dos cargos respectivamente; tiveram pedidos de liberdade negados e terão que continuar presos na cadeia em Lages.
O prefeito Elizeu Mattos (PMDB), foi recolhido à uma cela do 6 Batalhão da Polícia Militar- BPM em Lages. A prisão ocorrera no dia 05 de dezembro e tanto Antônio Carlos Simas ( Toninho), quanto o secretário da Semasa Vilson Rodrigues, foram presos pela equipe do GAECO em meados de novembro em Lages, juntamente com dois empresários da Viaplan, de Curitiba (PR). A manutenção destes presos na cadeia em sistema preventivo deve atingir 180 dias, segundo a Justiça em Santa Catarina.
Máfia em Lages (SC), presa por corrupção
Os dois empresários já foram soltos e respondem processo na Justiça em liberdade. Elizeu Mattos (PMDB) juntamente com o seu motorista oficial de gabinete da prefeitura de Lages Antônio Carlos Simas (Toninho) ; ex-secretário da Semasa Vilson Rodrigues são acusados pelo Ministério Público por vários crimes que vão desde corrupção; recebimento de propinas milionárias (só o prefeito Elizeu Mattos (PMDB deve ter recebido, segundo o MP/SC cerca de R$ 2,8 milhões entre janeiro a novembro de 2013); licitações irregulares em obras da prefeitura de Lages.
Outros envolvidos neste escândalo devem ter recebido cerca de R$ 1 milhão de reais, segundo apurou as investigações do Ministério Público. Além da prisão do prefeito de Lages Elizeu Mattos (PMDB), do motorista de Elizeu, o Antônio Carlos Simas (Toninho) e o secretário da Semasa, Vilson Rodrigues, ocorreram também afastamentos do trabalho na prefeitura por parte de outras pessoas supostamente envolvidas neste escândalo denominado de Operação Águas Limpas, deflagrada pelo GAECO e pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
A Câmara Municipal de Lages já instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI a fim de apurar o caso. Por dez votos a seis houve a aprovação desta instalação de CPI.