Caçada aos terroristas envolvem milhares de policiais na França
Mais de 50 mil policiais da França estão na caça aos três terroristas que invadiram a sede da Revista Charlie Hebdo, centro de Paris (França), na manhã de última quarta-feira,07.
O massacre resultou a morte de 12 pessoas e ferimentos graves em outras onze. Os irmãos Kouachi suspeitos deste ato criminoso que sacudiu a França e provocou indignação também em todo resto do mundo; estão sendo caçados na floresta Longpont, na zona de Villers-Cotterêts, ao norte de Paris.
Chérif Kouachi,34 e seu irmão Hayd Kouachi, 32 anos, além de Hamyd Mourad,18 anos que já entregou-se à Polícia, terão que responder à Justiça pelo ato terrorista na sede do Charlie Hebdo- a mais conceituada revista de humor da Europa e uma da principais do mundo. Segundo fontes da França, nove pessoas já foram detidas e outras 90 também foram ouvidas em depoimentos à Polícia da França.
São todas suspeitas de envolvimento neste ato terrorista que vitimou oito jornalistas do Charlie Hebdo, além de outras duas pessoas que estavam no local e mais dois policiais.
A voz do Charlei Hebdo continuará viva e permanente
Outras onze pessoas que atuam no Charlie Hebdo também foram feridas gravemente pelos terroristas que invadiram o prédio onde fica instalada a Revista Charlie Hebdo. Os terroristas utilizaram rifles AK 47 e são ligados a Al Qaeda. Morreram os cartunistas e jornalistas Georges Wolinski; Jean Cabut ( Cabu); Stephan Charbonnier e Tignous ( Charb)- principais chargistas da Europa e ambos com reconhecimento mundial de seus trabalhos artísticos e humorísticos.
O ato terrorista foi um ato contra a vida e contra a democracia, contra a liberdade de expressão e contra a Imprensa. A repercussão mundial deste atentado, demonstra a indignação de milhões de pessoas em todo o mundo contra este tipo de violência, mas a liberdade de expressão e da Imprensa não se curvará a estes tipos de ações criminosas praticadas por fanáticos, seja de origem religiosa, política ou de qualquer outra natureza.