Os mistérios não revelados em SC
O mistério que já poderia estar sendo revelado à sociedade catarinense abrange inúmeros casos que diante ações de supostos mafiosos acabam travando e atrasando imensamente a resolução das graves denúncias que tomaram conta da opinião pública nestes últimos anos em Santa Catarina. São exemplos de casos de corrupção como ao que envolveu desde a questão dos servidores fantasmas em diversos setores do serviço público de Santa Catarina, como exemplo ao da Assembleia Legislativa com as dezenas de aposentadorias fraudulentas.
Tem o caso do rombo na Celesc em mais de R$ 53 milhões e que há suspeita de atingir mais de R$ 200 milhões. O caso do leite adulterado que pode ter sido consumido e provocado sintomas de saúde e até doenças graves em milhares de pessoas que chegaram a consumir o leite contendo até soda caustica. Há também os rombos financeiros como ao da Prefeitura de Florianópolis no caso do investimento de mais de R$ 20 milhões no falido Banco Santos. O caso da Moeda Verde ainda em suspense e não concluído.
Tem o caso de supostos desvios milionários sobre o Besc e que até hoje sequer foi concluído e que está no Supremo Tribunal Federal -STF para ser julgado. Há outros inúmeros casos de corrupção em Santa Catarina e onde a Justiça sequer avança a fim de levar à sociedade catarinense uma definição plena e satisfatória sobre estes assuntos de interesse da coletividade.
Casos e mais casos de corrupção em SC, sem solução por parte da Justiça
Vejamos outro exemplo como ao daquele caso na Secretaria de Estado da Saúde, em pleno início da década passada durante a Gestão do então governador da época Luis Henrique da Silveira (PMDB) e que levou oito pessoas à cadeia, sendo que um deles já está morto e atuou fortemente na área financeira da Secretaria de Estado da Saúde.
Mas, o caso sequer foi concluído. Casos assim e de tantos outros mostra que a influência política e jurídica acaba sendo fatores de satisfação para muitos mafiosos e corruptos que atuam em Santa Catarina.um dos casos mais recentes foi ao da Câmara Municipal de Florianópolis com a Operação da PF e do Ministério Público na investigação sobre a Operação \"Ave de Rapina\". Outro caso foi a da Operação \"Águas Limpas\", em Lages, na Serra Catarinense e que culminou desta vez com a prisão do prefeito Elizeu Mattos (PMDB), ex- líder do governador Raimundo Colombo (PSD), na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.
Este caso levou ainda o motorista do prefeito e um secretário municipal (Semasa - Serviços Municipal de Águas e Saneamento ) também à prisão. Dois empresários de uma empresa de Curitiba (PR), que prestam serviços em Lages e acusados de envolvimento de corrupção também respondem processo judicial decorrentes desta operação denominada \"Águas Limpas\". Outro caso mais emblemático é a do que envolveu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, deputado estadual Romildo Titon (PMDB), na operação \" Fundo do Poço\", que apurou irregularidades em perfuração de poços artesianos em várias cidades catarinenses, com destaque na região serrana. Mais de 30 pessoas tiveram que prestar depoimentos à delegacia. Alguns até foram presos.
SC tem casos emblemáticos de corrupção
Há ainda fortes suspeitas de desvios milionários em obras de restauração da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis,SC. Isto sem contar episódios de corrupção que marcaram a recente história política e administrativa de Santa Catarina como a do Porto São Francisco e a da Ponte Pedro Ivo Campos. Não é por acaso que o governo de Santa Catarina deve atualmente mais de R$ 22 bilhões e cuja dívida deverá atingir um patamar de R$ 28 bilhões nos próximos quatro anos.
Má gestão administrativa; corrupção; consultorias nas gestões de governo estadual com suspeitas de fraudes e corrupção, bem como; são rastros de gestões governamentais de Santa Catarina altamente comprometedoras e que a sociedade catarinense que paga impostos e tributos elevados, bem que poderiam fiscalizar com maior rigor as contas públicas, sejam elas municipais, estadual ou federal.
Afinal, nestes últimos dez anos em Santa Catarina, mais de 60 prefeitos tiveram ou que deixar seus cargos diante denúncias de corrupção ou até mesmo passar por CPIs investigatórias por Câmaras Municipais, além de muitos prefeitos serem também cassados seus mandatos diante atos de improbidade administrativa ou por corrupção. Enquanto isto, o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina - TCE, dá pareceres favoráveis de aprovações de contas das prefeituras municipais em Santa Catarina, porém, com alguns equívocos como a da prefeitura de Lages onde o prefeito foi preso por corrupção e há suspeitas de pagamentos superfaturados por serviços na SEMASA - Secretaria Municipal de Águas e Saneamento.
Ou seja, paga-se com certa facilidade altos valores por projetos, consultorias e serviços municipais e até estaduais quando não federal e o controle disto tudo dá mostra de que ainda falta mais controle e transparência pública. Para ter ideia da dimensão dos casos de corrupção ou suspeitas de corrupção, tramitam no Ministério Público através da Moralidade Pública mais de 1.200 processos investigatórios e que há anos estão ali a mercê de conclusão. Faltam mais servidores e investimentos nesta área da Justiça a fim de dar agilidade neste sério trabalho em prol da sociedade catarinense.