HSBC vira centro polêmico no mundo financeiro

Repercute no mundo financeiro e político de vários países, a denúncia divulgada no decorrer desta semana através de um dos maiores jornais da Europa, ou seja, o Daily Telegraph e também pelo Guardian, ambos da Inglaterra, sobre o HSBC em apoiar clientes na sonegação de impostos através do banco em Genebra (Suíça).

 

Cerca de 180,6 milhões de Euros passaram por contas de mais de 100 mil contas do HSBC e outras 20 mil \"offshores\", durante o período de novembro de 2006 a março de 2007. Agora, vários países através de seus governos buscam quem sonegou impostos e divisas financeiras para paraísos fiscais com o auxílio do HSBC.

 

Vale destacar que aqui no Brasil, o HSBC adquiriu no final da década de 90, o falido Banco Bamerindus a preço de banana, ou seja, um patrimônio que na época valia cerca de US$ 100 milhões e que o interventor acabou vendendo por apenas US$ 8 na milhões. O Banco Central fez a intervenção no Bamerindus.

 

O HSBC comprou o Bamerindus, sendo que o Banco Central na surdina para limpar o podre do Bamerindus, liberou recursos financeiros na ordem de R$ 2,9 bilhões através do Proer, sendo outros R$ 2,5 bilhões também do Proer para a carteira imobiliária do Bamerindus que foi entregue para a Caixa Econômica Federal- CEF.

 

Mais ainda, ou seja, o HSBC recebeu do Banco Central R$ 431,8 milhões e repassados em três parcelas para \"reestruturar\" o Bamerindus e ajudá-lo ao pagamento de reclamatórias trabalhistas. Dinheiro este que nunca retornou ao Banco Central.

 

Portanto, as raízes de irregularidades nesta questão do HSBC vão muito além do tão somente apoio na sonegação de impostos e desvios financeiros para paraísos fiscais como a da agência do HSBC em Genebra (Suíça).