CRISE NO MAGISTÉRIO EM SANTA CATARINA
Cerca de 500 trabalhadores em educação tomaram conta da Assembleia Legislativa na manhã da última terça-feira, 24. A mobilização foi convocada pelo SINTE/SC - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Santa Catarina. O objetivo foi de pressionar os deputados a rejeitar a Medida Provisória -MP número 198 que atinge os ACTs. O movimento mostrou-se eficaz, segundo o SINTE.
A comissão formada por dirigentes e representantes da categoria entrou no \"plenarinho\" onde estava acontecendo à reunião da Comissão de Constituição e Justiça - CCJ para acompanhar a sessão, fora dela, os trabalhadores em educação exigiam a rejeição da MP e ameaçava ocupar o local. Diante da pressão os deputados estaduais ali presentes cederam e retiraram a MP da pauta do dia, nem mesmo a leram.
Ignorando acordo em 2011 de que a Lei 456/2001 (lei dos ACTs) seria revista e aprimorada, e com o objetivo claramente exposto na justificativa da MP enviada a ALESC, no qual afirma que quer economizar em torno de R$40 milhões, o Governador Raimundo Colombo (PSD), de maneira considerada injusta pela grande maioria da categoria e que penaliza um segmento fundamental para o bom andamento das escolas, algo inaceitável que precisa ser combatido, ampliadas estas críticas do Magistério de Santa Catarina.
Além disso, organizaram comissões e se dirigiram aos gabinetes dos parlamentares para pressionar e entregar um documento, exigindo que os mesmos rejeitem a MP para que esta não seja nem mesmo admitida na casa, pois sem tramitação não chega ao plenário para votação.
Alertas sobre as manobras e ataques do Governo contra a categoria, a Assembleia Estadual foi antecipada para o dia 03 de março, às 14 horas, na Praça Tancredo Neves. Neste mesmo dia na parte da manhã, os trabalhadores foram convocados para mais um ato na ALESC, para impedir que a MP198 siga em tramitação e tenha chance de ser votada.