FESTIVAL DE DIÁRIAS NA ASSEMBLEIA DE SC
Dinheiro faltando para a Saúde; Educação; Segurança Pública de Santa Catarina, mas, ao contrário; sobrando para custear viagens e pagamentos de diárias de deputados e até servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc. Foi o que constatou a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina- TCE/SC e divulgada com exclusividade no dia 28 de maio, quinta-feira, pelo Diário Catarinense.
O TCE/SC apontou gastos de R$ 31 milhões com diárias com deputados e servidores da Assembleia Legislativa no período de janeiro de 2009 e junho de 2011. Viagens para o exterior são inúmeras, com destaque aos Estados Unidos e vários países da Europa e da Àsia. Algumas diárias foram pagas até em dias de feriados e finais de semana. A auditoria questiona vários documentos com destaques à notas fiscais emitidas em sequência e com caligrafias distintas no corpo do mesmo documento. Há ainda diárias sem prévia autorização e outras ainda sem o cumprimento do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc. É um verdadeiro festival de diária, sendo algumas de até R$ 21 mil reais, apenas para um só deputado estadual catarinense.
Um destes casos foi do deputado Jailson Lima da Silva (PT) à China em 2010. Outro caso surpreendente foi da diária do deputado Padre Pedro Baldissera (PT) que chegou a receber R$ 6,7 mil em diárias no Carnaval de 2010. Dentre os deputados que mais gastam com diárias na Assembleia de SC estão Manoel Mota (PMDB) com R$ 279.790,00 somente neste período entre 2009 e 2011; Moacir Sopelsa (PMDB) com R$ 279.600,00 e Darci Matos também do PMDB com R$ 267.395,00 mil reais em diárias.
A Assembleia de Santa Catarina que possui 40 deputados e 1984 servidores gastou R$ 23 milhões a mais do que os 55 deputados e 2.025 servidores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Um absurdo que agora o Ministério Público de Santa Catarina deverá investigar elevados gastos com diárias de deputados catarinenses. A Alesc terá prazo de 30 dias para responder ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina- TCE/SC. Outro caso emblemático foi de um conselheiro do TCE que ficou 831 dias com a auditoria em análise e que levou um questionamento ao Ministério Público do Tribunal de Contas à Procuradoria- Geral da República, em Brasília,DF.
Portanto; há muitas suspeitas que deverão serem agora esclarecidas à sociedade catarinense sobre a caixa preta da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, que já passou por uma outra situação que foi das denúncias de servidores fantasmas e pagamentos de super salários. O povo catarinense merece maior e mais respeito com o dinheiro público, mas transparência e também punição, caso seja necessária e pelo que se vê há anos no meio político brasileiro; está mais do que na hora de que haja severas punições com estes abusos.
Afinal, tem milhares de pessoas sofrendo por falta de melhores condições no atendimento à Saúde, na Educação, Segurança Pública; Infraestrutura (pontes, rodovias, estradas,etc). Chega de sacanagens com o povo catarinense e também com os demais cidadãos de outros estados deste país. Ações penais deverão serem aplicadas, se verificada improbidades administrativas.