TCE precisa mostrar transparência

O escândalo das diárias milionárias da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, onde mais de R$ 31 milhões saíram dos cofres públicos para saldar diárias de viagens de deputados até ao exterior, algumas sem parecer prévio e outras sem se quer justificadas, e que em apenas dois anos consumiu toda esta grana milionária que boa parte dela poderia irem para outros setores mais urgentes de atendimento à população catarinense; faz agora até a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Santa Catarina e o Ministério Público questionar estes gastos milionários.

 

Uma verdadeira farra com o dinheiro público de Santa Catarina. Um abuso enorme de vários parlamentares que beneficiaram-se destes gastos absurdos. Três destes deputados chegaram a gastar mais de R$ 276 mil em diárias em apenas dois anos. Dinheiro que um trabalhador levaria mais 20 anos para obter, caso este trabalhador recebesse aproximadamente R$ 1 mil reais por mês. TCE e ALESC foram já consideradas uma espécie de Caixa preta diante à falta de transparência.

 

Demora suspeita no TCE em analisar diárias da ALESC

E a demora de mais de quase três anos para que um dos conselheiros do Tribunal de Contas de Santa Catarina - TCE pudesse dar um parecer que se levar em conta que este parecer em sua normalidade deveria ser realizado em apenas duas ou até no máximo três semanas, dá motivos de sobra para que haja suspeitas de que algo muito grave ocorre por detrás das ações do Tribunal de Contas de Santa Catarina - TCE que há bem poucos anos atrás, iniciara campanhas de combate à corrupção e maior fiscalização, como se não soubesse que a corrupção é endêmica no Brasil há décadas.

 

Portanto, o TCE que manifesta interesse pela transparência deveria no mínimo tomar alguma medida em relação à atitude de um de seus conselheiros ou ex-conselheiro a fim de fato, moralizar as ações deste tribunal que tem um papel relevante junto aos ações sejam elas de prefeituras; Câmaras Municipais e Governo do Estado assim como empresas como desde Celesc; Casan e tantas outras públicas. Aliás, em praticamente todas estas empresas como a Casan e Celesc dentre outras de capital misto com recursos do governo estadual, enfrentaram e algumas continuam enfrentando casos de corrupção - pelo menos há investigações tramitando neste sentido.