FIESC incentiva a indústria a participar dos Comitês de Bacia

A cobrança pelo uso da água na indústria foi um dos assuntos debatidos na reunião da Câmara de Qualidade Ambiental da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), realizada no último dia (26), em Florianópolis. O presidente da Câmara, José Lourival Magri, disse que é fundamental a participação do setor nos Comitês de Bacia, colegiados nos quais são debatidos e definidos os valores a serem cobrados. No Estado são 17 Comitês formados por representantes do poder público e dos usuários (sociedade, indústria, agricultura, entre outros).

 

“Recomendamos e pedimos que participem dos Comitês de Bacia para discutir a participação da indústria no uso da água. Somos grandes usuários, tanto de água subterrânea quanto da superficial”, afirmou Magri. Ele lembrou que em 2014 e 2015 diversos Estados registraram falta de água, a exemplo de São Paulo, que não recuperou nem 50% da capacidade de estocagem do Sistema Cantareira, apesar das chuvas que caíram no sudeste.

 

A cobrança pelo uso da água é um dos instrumentos das Políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. Não é um imposto, mas sim um mecanismo para a valoração da água, baseado em um pacto entre os usuários, o poder público e a sociedade civil no âmbito dos Comitês de Bacia.

 

No encontro desta terça-feira, o gerente de outorga e controle dos recursos hídricos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Renato Bez Fontana, disse que é oportuno e urgente chamar para essa discussão e os Comitês são fundamentais. “A Secretaria é a gestora de recursos hídricos em Santa Catarina, mas sozinhos não fazemos nada. Precisamos da participação da indústria, da agricultura, da sociedade. Apesar dos bons exemplos, a sociedade, de modo geral, não tem o conceito adequado em relação à água. Somos um país que não tem uma cultura de tratar a água como se deve”, alertou.

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentados no evento, em 2025 estima-se que 1,5 bilhão de pessoas no mundo não terão água potável para consumir. No Brasil, 62,7% do consumo vão para a irrigação, 23,3% são para consumo humano e 14% para atividades industriais.

 

Para saber mais informações sobre a cobrança pelo uso da água e os Comitês, clique aqui e veja a cartilha da FIESC com orientações sobre o assunto.

 

Fonte/colaboração:

Dâmi Cristina Radin