Ideli Salvatti (PT) citada em delação de Cerveró

A Operação Lava Jato já abrange mais do que simplesmente o núcleo mafioso do governo federal nas gestões desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB); Luís Inácio Lula da Silva (PT); Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), sendo agora mais abrangente e estendo-se à dezenas de lideranças políticas envolvidas em escândalos de desvios de recursos financeiros; recebimento de propinas; formação de quadrilhas; formação de caixa dois para campanhas políticas e muitos outros crimes como organizações criminosas em conluio com muitos empresários - sendo muitos deles já presos ou respondendo processos em liberdade e com uso até de tornozeleiras eletrônicas.

 

Neste cenário surge agora através de delação premiada o nome da ex-ministra do governo Dilma Rousseff (PT) e atualmente exercendo funções junto a Organização dos Estados Americanos (OEA), Ideli Salvatti (PT) de Santa Catarina.

 

Ideli Salvatti (PT) e João Pizzolatti (PP) recebiam propinas, diz Cerveró

O delator já preso e um dos ex-integrantes da Petrobras envolvido na Lava Jato Nestor Cerveró, em recente depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, citou que Ideli Salvatti (PT), teria interferido para uma \"renegociação\" de uma dívida de R$ 95 milhões da Transportadora Dalçoquio, de Itajaí,SC. Um acordo acabou reduzindo a dívida para R$ 40 milhões. Acordo este que teria ocorrido durante um almoço entre Ideli Salvatti (PT) e o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) de São Paulo. A empresa Dalçoquio possui sede em Itajaí (SC). Cerveró citou ainda a BR Distribuidora - um dos braços da Petrobras envolvida neste episódio. Segundo Nestor Cerveró a Dalçoquio era \" patrocinador contumaz e frequente da classe política\".

 

Nestor Cerveró citou ainda que tanto Ideli Salvatti (PT) quanto o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP) de Santa Catarina comumente recebiam propinas da Dalçoquio. À imprensa tanto assessoria de Ideli Salvatti (PT) quanto a assessoria jurídica de João Pizzolatti (PPT), negam o recebimento de propinas e rebatem as declarações de Nestor Cerveró - um dos que conhece bem a montagem do esquema criminoso dentro e fora da Petrobras e que está preso há meses na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) e que através da delação premiada poderá obter liberdade dentro das próximas semanas. Nestor Cerveró já manifestou á Justiça devolver mais de R$ 17 milhões obtidos de forma criminosa na Petrobras.