Justiça : Lentidão propositada ou incapacidade técnica em SC

Algo está estranhamente ocorrendo em Santa Catarina assim como grande parte do Brasil. Ao contrário de exemplos de agilidade e rapidez das investigações na Operação Lava Jato da Petrobras onde mafiosos, quadrilhas especializadas em roubos bilionários dos cofres públicos já foram até parar na prisão, sendo outras centenas deles prestes à juntar-se aos quadrilheiros já presos, sendo muitos deles figuras bastante conhecidas do meio político brasileiro e até internacional; em Santa Catarina; ao contrário, muitas investigações realizadas com êxito por parte da Polícia especialmente do GAECO e até juntamente com o Ministério Público Estadual; acabaram literalmente ficando numa espécie de engavetamento. seria proposital? Talvez.

 

Vejamos alguns exemplos de ocorrências graves como do sumiço de mais de R$ 54 milhões na Celesc naquele famosos caso da Monreal. Outro exemplo; o do milhares de litros de leite adulterado em que até hoje nunca foi divulgado oficialmente para onde foram parar tais litros já certamente consumidos por milhares de pessoas em Santa Catarina. Muitas destas pessoas provavelmente já foram parar em algum hospital ou mesmo já faleceram diante as consequências provocadas à saúde devido ao consumo de leite contendo até soda caustica. Mas, a sociedade catarinense sequer soube até hoje em que locais os consumidores acabaram adquirindo tais litros de leite adulterado criminosamente.

 

Mesmo que alguns suspeitos desta prática criminosa já passarem pelo processo prisional e alguns até já em liberdade e respondendo aos processos diante destes crimes bárbaros, hediondos que comprometeram muito a vida de milhares de crianças; jovens, adultos e idosos que consumiram leite adulterado. Mas, a Justiça que bem poderia dar esta resposta ou pelo menos cobrar uma resposta para elucidar estes casos de forma transparante para a população catarinense; continua inerte sem esta resposta há muitos meses sendo aguardada. Outro exemplo é o caso das irregularidades graves na Uniplac, em Lages, que acabou levando-a uma dívida em mais de R$ 33 milhões.

 

O processo judicial continua estagnado há mais de 10 anos. Passou pela 25a. Promotoria de Justiça, retornou ao Fórum de Lages e lá ficou estagnado. Outros vários casos de investigações de supostos crimes administrativos em Santa Catarina continuam engavetados; parados. É preciso que a população catarinense cobre as respostas definitivas sobre os escândalos que ocorreram não somente em prefeituras e que foram vários como em Florianópolis, por exemplo; mas também na esfera federal e estadual.