Colombo (PSD), suposto \" Ovo \" na Lava-Jato e a Casan no embróglio

A Casan já foi citada na 35a fase da Lava-Jato e agora volta ser novamente alvo destas investigações quando da citação do atual governador do Estado de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), suposto \"Ovo \" utilizado em trocadilhos para pagamentos de propinas milionárias para centenas de envolvidos nas investigações que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal vem realizando na Operação Lava-Jato.

 

A Casan assim como Raimundo Colombo (PSD), são alvos investigatórios da Lava-Jato. A Odebrecht que é o centro maior deste furação de combate à corrupção em todo o Brasil e até em outros 45 países, é alvo destas investigações diante pagamentos ilícitos realizados desde 2010 pelo Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Odebrecht - a maior empresa deste setor da América Latina e uma das maiores do gênero do mundo.

 

Citada na operação Omertá e deflagrada em setembro de 2016, o caso em que a Casan está envolvida neste escândalo tem também o envolvimento do ex-Ministro da Fazenda e da Casa Civil durante os governos Lula e Dilma Rousseff (PT); Antônio Palocci (PT), citado nas investigações da Lava-Jato com o trocadilho \" italiano \". Alias, vários trocadilhos foram citados na Lava-Jato para vários envolvidos nestas investigações: \" Ovo\"; Faisão\"; \"Casa de Doido\"; \"Italiano\"; \" De Cuba \"; \" Acarajé \"; \" Superpoderoso\"; \" Das Neves \"; \" Brufo \"; \" Avião \"; \" Comuna \"; \"Zarolho\"; \" Azietona\"; \" Abelha\", dentre inúmeros outros trocadilhos para receberem depósitos milionários - propinas milionárias em forma de caixa dois em campanhas políticas.

 

Casan na mira da privatização acendeu pagamentos de propinas milionárias

A possibilidade da Casan ser privatizada surgiu desde há muitos anos atrás, mas com a pressão das investigações na Lava-Jato, houve uma espécie de retração e o próprio governo do estado sob comando de Raimundo Colombo (PSD), utilizou a tática de frear esta possibilidade ao verificar que havia fortes indícios de irregularidades como a que foi constatada pelas investigações na 35a, fase da Lava-Jato com a operação Omertá. Um suposto pagamento de propina no valor de R$ 2 milhões por parte de Norberto Odebrecht para a campanha do atual governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), em forma de caixa dois como mencionada nas investigações da Polícia Federal (PF), sob compromisso de que o governo de SC vendesse a Casan para a empresa Foz do Brasil - que é controlada pela Odebrecht. Uma carta denúncia por parte de uma servidora da Casan ao deputado federal Pedro Uczai (PT), relatava o caso da suposta doação dos R$ 2 milhões à campanha de Raimundo Colombo (PSD).

 

Odebrecht e acordo com a Brookfield para venda da Foz do Brasil Um acordo para que a Odebrecht Ambiental que controla a Foz do Brasil pudesse ser vendida para a Brookfield, foi realizado em 27 de outubro de 2016. Foi um acordo de alienação da totalidade de suas ações - equivalente a 70% do capital da Odebrecht Ambiental. A Brookfield Brazil Capital Partners LLC e o Fundo de Investimento BR Ambiental - ambos são controlados pela Brookfield Asset management, sendo que outros 30% das ações da Foz do Brasil ( FI-FGTS) continuam sendo de sócios da Odebrecht Ambiental. A Foz do Brasil está presente em seis estados do país no setor de fornecimento de água; coleta e manutenção neste setor. Há imensos interesses na privatização da Casan desde há muitas décadas atrás. A água que é um bem universal e de direitos de todos os cidadãos em quaisquer países do mundo, torna-se cada dia mais o centro de interesses comerciais e financeiros e uma gama de transações envolvendo as maiores empresas deste setor no mundo, acaba gerando conflitos de interesses, pois além das questões políticas e financeiras; lamentavelmente além disto; surgem fatos ilícitos como a que vem sendo investigados através da Operação lava-Jato e envolvendo o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD) e a Casan. O governador de SC Raimundo Colombo (PSD), já prepara sua defesa jurídica para mostrar não somente à Justiça (STFJ), porém, à sociedade catarinense de do restante do país, salientado, segundo ele à Imprensa de que não existe nenhum pagamento ilícito que envolve seu nome. É esperar mais alguns meses para que até lá, no final destas investigações, o caso seja esclarecido completamente.