Máfia: Moeda Verde em Florianópolis (SC) a passos de tartaruga

Lá se vão praticamente dez anos desde que estourou um dos maiores escândalos de corrupção na história política-administrativa de Florianópolis (SC). Ou seja, o escândalo da Moeda Verde que levou à prisão mais de duas dezenas de pessoas envolvidas no esquema fraudulento de obtenção e liberação de licenças ambientais. Perto de um desfecho por parte da Justiça Federal, a fase das alegações finais termina sexta-feira,12. Porém, após ainda sem prazo definido, estará sendo proferida a sentença do juiz da 6a. Vara Federal, por parte do Juiz Marcelo Krás Borges.

 

Esta decisão jurídica momentânea será ainda na primeira instância deste caso da Moeda Verde que prolongara diante de recursos de defesas. Esta ação penal da Moeda Verde é caracterizado como sendo o segundo processo em quantidade de dados armazenados que tramita na Justiça Federal da região Sul do país.Perde apenas para o caso do escândalo de corrupção da Operação lava Jato. 18.187 páginas virtuais nesta ação penal da Moeda Verde e mais outros 12.333 páginas no inquérito.

 

Moeda Verde - Será que vai dar prisões? Eis a questão!

A complexidade deste caso da Moeda Verde foi um dos fatores preponderantes para que esta demora pudesse haver ocorrido nesta fase que antecede ao julgamento dos envolvidos neste escândalo de corrupção. Havendo condenações certamente deverá ocorrer outros quase dez anos para que haja a prisão de corruptos envolvidos neste caso da Moeda Verde em que novos recursos de defesa estarão à caminho quando da segunda instância. Até lá a prescrição da prática de crimes neste caso da Moeda Verde terá vencido o que facilitará para prováveis corruptos envolvidos neste escândalo.

 

A primeira instância da Justiça tem sido a tábua de salvação para que corruptos neste país possam praticar vários tipos de crimes como desde lavagem de dinheiro; propinas milionárias; caixa dois de campanhas políticas; superfaturamento em obras públicas; consultorias fraudulentas; licitações fraudulentas e desta forma registrar rombos bilionários nos cofres públicos- tudo dinheiro arrecadado de impostos e tarifas públicas caríssimas pagas pelos contribuintes neste país.