Aliados de Temer (PMDB), conseguem barrar na Câmara o prosseguimento da denúncia

Sessão plenária da Câmara Federal realizada na última quarta-feira,02, que teve a votação do relatório da Comissão de Constituição e Justiça - CCJ da Câmara Federal, sob levar adiante ou não a denúncia contra o presidente da República Michel Temer (PMDB), sobre corrupção e obstrução à Justiça. A votação nominal dos deputados federais presentes à esta sessão parlamentar definiu por maioria ser contra o prosseguimento da denúncia do empresário da JBS Joesley Batista contra Michel Temer (PMDB).

 

Mesmo diante de provas contundentes de corrupção e que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), após ser apresentada pela Procuradoria Geral da República- (PGR), na Câmara Federal com esta votação de última quarta-feira,02, ao alcançar 172 votos em que parlamentares aliados de Michel Temer (PMDB), confirmaram o voto de \"Sim\" pelo relatório da CCJ que definiu anteriormente a rejeição e suspensão do trâmite desta denúncia ao STF, o presidente Michel Temer (PMDB), consegue assim ganhar mais tempo até final do seu mandato em dezembro de 2018 e somente após este período responder diretamente o processo na Justiça Federal e Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Michel Temer (PMDB, é acusado por Joesley Batista , da JBS, de haver recebido R$ 2 milhões em propinas ( caso da mala contendo a grana) e manifestar obstrução às investigações da Justiça no caso do colega peemedebista e ex-presidente da Câmara Federal, o mafioso Eduardo Cunha, já preso por corrupção, lavagem de dinheiro; formação de quadrilha e falsidade ideológica. A oposição precisava de 342 votos \"Não\" enquanto aliados de Temer precisavam de apenas 172 votos para evitar com que a denúncia chegasse ao Supremo Tribunal Federal (STF). \" Máfia\"; \"Quadrilhas aqui dentro\" (sic),- referindo-se dentro da Câmara Federal; \" Ladrões\"; \" conluio \", \" quadrilhas que assaltaram \", dentre outros adjetivos foram pronunciados durante esta votação durante a sessão realizada nesta última quarta-feira,02, na Câmara Federal.

 

Por outro lado, diversos aliados de Michel Temer (PMDB), destacaram termos como \" em defesa da estabilidade no país\"; \" pela defesa da estabilidade econômica do país e continuar as reformas necessárias\"; foram as frases mais repetitivas parecendo um acordo prévio entre parlamentares para manifestarem durante o instante da apresentação do voto.

 

Portanto; mesmo que a maioria da Câmara Federal tenha saído em defesa do presidente da República Michel Temer (PMDB); uma coisa está bem clara: ou seja, tão logo Michel Temer (PMDB), deixe o governo; responderá pelos crimes praticados como deste que tramita atualmente na Justiça. tanto é que os chamados \"poderes \" constituídos no país (Legislativo; Executivo e Judiciário), são independentes e desta forma caberá ao Judiciário assim como faz hoje com o ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva (PT), processar, julgar e caso havendo culpabilidade, o autor de crimes responder e cumprir penas estabelecidas pela Justiça brasileira.

 

Com ou sem Temer (PMDB), o Brasil ainda terá muitos meses para promover a ampla faxina principalmente no meio da classe política contaminada por uma máfia que aos poucos estão indo parar na cadeia.