Desembargador em SC é acusado de corrupção

Um vídeo vem repercutindo nas redes sociais em todo o Brasil e que refere-se sobre uma denúncia feita pelo Advogado Felisberto Odilon Córdova, de Lages (SC), durante sessão realizada na última quinta-feira, (3), na 1a. Câmara de Direito Civil, em Florianópolis (SC).

 

Durante a sessão o Advogado Felisberto Odilon Córdova, acusou o Desembargador do TJSC -Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina Eduardo Mattos Gallo Junior, de haver solicitado ao escritório de Advocacia de Felisberto Odilon Córdova , a propina de R$ 700 mil reais para cobrir em forma de contra proposta de R$ 500 mil reais, sendo R$ 250 mil antes e outros R$ 250 mil após o parecer sobre o julgamento de uma ação que tramita no TJSC.

 

\" O julgamento que está acontecendo aqui é comprado. Eu estou fazendo uma denúncia. Esse cidadão foi abordado com uma proposta que veio do Rio de Janeiro para receber R$ 500 mil, R$ 250 antes, R$ 250 depois; e o descarado (Gallo) chegou a mandar para o nosso escritório, que poderíamos cobrir isso por R$ 700 mil\", afirmou o Advogado Felisberto Odilon Córdova. A gravidade desta denúncia imediatamente repercutiu nacionalmente. Um vídeo gravado em um celular espalhou-se pelas redes sociais e viralizou.

 

\" Isso aqui não é a Câmara Federal. Isso aqui é um Tribunal de Justiça \", disse Felisberto

\" Isso aqui não é a Câmara dos deputados. isso aqui é um Tribunal de Justiça e é preciso que a moralidade surja e venha a termo\", afirmou o Advogado Felisberto Odilon Córdova que a mais de 50 anos atua na Advocacia. O Desembargador do TJSC Eduardo Mattos Gallo Junior é o relator do recurso de agravo de tratamento número 0144304-30-2015.8.24.000 e durante a sessão do TJSC, logo durante os pronunciamentos de acusação do Advogado Felisberto Odilon Córdova; a reação do Desembargador foi imediata pedindo a prisão do Advogado Felisberto e que não foi acatada.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Santa Catarina, destacou à Imprensa que é uma prerrogativa dos Advogados manifestar-se em quaisquer espaço e caberá ao Advogado responder pelos seus atos.

 

Já a Associação dos Magistrados Catarinense - AMC, divulgou uma nota oficial onde lamenta e repudia a forma utilizada para se arguir suspeição dos integrantes do órgão Fracionário. O caso está sendo agora apurado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC. O Desembargador Eduardo Mattos Gallo Junior, segundo informações divulgadas pela Imprensa, preparava uma nota oficial através de sua defesa e ainda deveria no decorrer de sexta-feira (4), promover uma entrevista coletiva à Imprensa.