Raimundo Colombo (PSD), o \"Ovo\" da Lava Jato citado novamente por Joesley e Saud (JBS)
O áudio das gravações que a empresa JBS através do empresário e delator Joesley Batista e o ex-executivo Ricardo Saud e que foram entregues pela Procuradoria Geral da República (PRG), ao Supremo Tribunal Federal (STF), coloca no centro novamente o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), o \"Ovo\" da Lava Jato, bem como, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB).
Além destes dois políticos que estão envolvidos neste escândalo de corrupção da Lava Jato; consta da delação de Joesley Batista e de Ricardo Saud o ex-secretário da Fazenda do Estado de Santa Catarina Antônio Gavazzoni (PSD). A gravação é comprometedora como destacou o próprio Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Nas gravações de Joesley Batista e de Ricardo Saud com duração de 4 horas, a citação: \" questão é ter que jogar nossos amigos tudo no fogo, os governadores (sic), coitadinhos \".
\"...coitadinhos \", diz a gravação da JBS sobre os dois governadores - o de SC e do PR
Cita nas gravações entregues à PGR e ao STF; os pagamentos feitos ao governador Raimundo Colombo (PSD) e ao governador do Paraná Beto Richa (PSDB). A JBS, segundo Joesley Batista teria repassado R$ 10 milhões para Raimundo Colombo (PSD), para a campanha da reeleição em 2014, sendo parte em forma oficial e parte em forma de caixa 2. A JBS na véspera daquela eleição tinha interesse na aquisição da Casan, mas a venda da Casan não avançou. A JBS segundo Joesley Batista fez repasses financeiros em forma de caixa 2 para 1.829 políticos.
À imprensa, o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), o \"Ovo\" da Lava Jato, negou haver recebido dinheiro da JBS de forma ilegal e reafirmou que os recursos para a campanha contam da prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral e por conseguinte ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).