Colombo rende-se à base do PT
Na trajetória política do atual Governador do Estado de Santa Catarina Raimundo Colombo que deixa o DEM para ingressar no PSD- partido que atua na base do Governo Dilma Rousseff (PT), mostra o perfil político do interesse em estar ao lado sempre do poder e seja qual for este perfil ideológico de poder político. No PFL juntou-se com o PSDB do Governo FHC, em âmbito estadual chegou estar ao lado do governo do PMDB desde do governo Paulo Afonso (Colombo foi presidente da Casan) e na tríple aliança com o governo Luiz Henrique (PMDB). Portanto, não era de estranhar agora Colombo rumar para o lado do governo do PT e se fosse até um governo comunista, lá certamente estaria o neo-liberal que tanto defendeu a política liberalista em toda a sua trajetória política.
O contexto de agrupamento de políticos carreiristas atrás de siglas sejam elas tradicionais ou criadas exclusivamente para driblar legislação que trata dos aspectos políticos no Brasil, mostra claramente que chegam até ao ponto de haver separação de casal de políticos para concorrer uma eleição como foi o caso do próprio Raimundo Colombo quando disputou a prefeitura de Lages e que separou-se da esposa a fim de disputar com o então cunhado Décio Ribeiro que também disputava aquela eleição e que acabou vencendo Raimundo Colombo. Ao assumir o Governo de Santa Catarina Colombo levou a ex-esposa para dentro do Palácio do Governo de Santa Catarina. Até hoje, nestes mais de 120 dias de governo a \"primeira-dama\" de Santa Catarina ainda não mostrou sua performance como primeira-dama em ações sociais a exemplo das que antecederam no governo de Santa Catarina.
Então, mudar de partido não seria difícil para Colombo (ex-DEM), que já está acostumado como tantos outros exemplos de políticos carreiristas que mudam de sigla como se estivessem mudando de camisa no seu dia-a-dia. E não haverá surpresas se num breve futuro muitos liberais estarem dentro do próprio Partido dos Trabalhadores, o PT, pois muitos destes liberais históricos já estão migrando assim como Gilberto Kassab (PSB) para a base aliada do Governo Dilma (PT).
Por detrás desta manobra política está o ex-senador Jorge Bornhausem que assim como seu amigo Esperidião Amin (PP), os quais já foram aliados de Governo, assimilaram rumar para a base de um governo pelo qual sempre foram contrários, severos críticos. Outro exemplo desta mudança foi com o atual presidente do PR em SC, ex-deputado federal Nelson Goetten (basta lembrar os ácidos discursos na Assembléia Legislativa de Santa catarina contra o Governo Lula (PT), chamando o governo petista desde incompetente, corrupto e tantas outras denominações que chegaram até abrir ação na Justiça por parte da então deputada estadual Ideli Salvatti, hoje Ministra da Pesca (PT).
Com estas sucessíveis mudanças partidárias com trocas e mais trocas de siglas, a classe política mostra em grande parte á sociedade brasileira um lado obscuro para solução dos maiores problemas sociais: saúde, segurança pública, educação, desenvolvimento sócio-econmico e na agricultura além de outras áreas essenciais aos cidadãos brasileiros. Não sai nenhuma reforma neste país devido a este modelo político já degradado, cheio de corrupção, cheio de sacanagens e interesses excusos pelos quais a sociedade repudia, mas que não sabe exatamente como freiar estas jogadas políticas de profissionais da área a não ser nunca mais votando ou reelegendo-os.
Uma coisa é certa: é necessário mais politização dos cidadãos comuns, pois da parte da classe política institucionalizada já estão há anos bem profissionais e decididos como atuarem em seus próprios interesses.