Havan é processada na Justiça por coagir funcionários por votos. MPT pede RR 100 milhões de indenização
A 12a. procuradoria Regional do Trabalho (MPT) de Santa Catarina, ingressou com uma ação civil pública contra a empresa Havan e o empresário Luciano Hang, na qual pede pagamento indenizatório no valor de R$ 100 milhões por danos morais e por \" influenciar o voto dos funcionários \" durante o período eleitoral deste ano.
O Ministério Público do Trabalho (MPT), pede à Justiça que determine o pagamento de R$ 75 milhões em danos morais coletivos e mais R$ 5 mil em individuais para cada um dos 15 mil funcionários da empresa presidida por Luciano Hang. Esta ação indenizatória na Justiça questiona a publicação de vídeos nas redes sociais, bem como, a enquete eleitoral entre os funcionários.
O MPT defende o pagamento de dano moral coletivo assegurando que o empresário \"utilizou de s eu poder empresarial e do grande porte econômico da empresa para alavancar suas campanhas em favor de determinado candidato à Presidência da República \" e que, portanto, a campanha invadiu o ambiente da empresa e \" tornando-a uma extensão do comitê de campanha do candidato \".
Mais de 50 denúncias ingressaram na Justiça contra a Havan durante o período eleitoral. Durante o período eleitoral, quando o assunto já dominava discussões públicas sobre o caso; o empresário Luciano Hang destacava à imprensa de que \" os procedimentos do Ministério Público e da Justiça do Trabalho contra ele eram uma tentativa do poder público de o calar \" e que os vídeos publicados na época fazem parte da política de transparência a empresa e negou coação dos funcionários. O empresário e dono da Havan juntamente com outras duas pessoas ligadas a empresa; alguns anos atrás tiveram que responder na Justiça a um outro processo e relacionado à supostas fraudes financeiras; lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.