Cerca de 800 personalidades brasileiras estão na mira da Receita Federal por supostos esquemas de lavagem de dinheiro e crimes fiscais

São já 133 dossiês elaborados pela Receita Federal enviados à Supervisão da Equipe de Programação da Operação Lava Jato, em Curitiba (PR), de um total de 800 personalidades sendo investigadas por supostos crimes fiscais; lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

O caso mais polêmico e emblemático foi da citação nestas investigações da Receita Federal envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e que a própria Receita Federal veio à público no início desta semana destacar que houve um \"equívoco\" a citação do ministro Gilmar Mendes nestas investigações por parte da Receita Federal. O próprio ministro Gilmar Mendes disse à Imprensa que vai exigir punição ao vazamento de informações de dados que considera sigilosos.

 

A Receita Federal informou à Imprensa que o vazamento ocorreu por causa de um \" equívoco \" de um auditor que realizava as diligências preliminares contra o magistrado do STF e que não houve \"intenção \" nenhuma de divulgar ilegalmente dados do ministro Gilmar Mendes. Enfim; o que se é necessário no Brasil é que haja de fato e de direito ampla transparência e que ninguém poderá ter receio nenhum de ser investigado quando o interesse público estiver acima de interesses pessoais e ou de grupos em detrimento ao do interesse coletivo.

 

E neste contexto a Receita Federal tem mais é que mostrar sim os dados de contribuintes de forma plenamente transparente e não mantê-los sob sigilos. É como os tais chamados \" sigilos de Justiça \" onde muitos processos sequer chegam à conclusão e punições diante de supostas artimanhas e conluio para não criminalizar e transformar processos em dois pesos e duas medidas.

 

A Lava jato jamais poderá sofrer quaisquer pressão e ou interferências interessadas em praticar uma espécie de comercialização de dossiês e também de proteção a investigados. A ação investigatória deverá ser única, sem riscos de espécies de interferências externas como espécie de milícias de salvaguarda para criminosos.