PSD em SC aglutina conservadores de direita
Quem não lembra das crises profundas nas áreas da saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento social, agricultura, meio ambiente e que se arrastam nestes últimos anos sem soluções?
Pois é simples: muitas lideranças políticas que se mantiveram com mandatos eletivos durante este período como deputados, senadores, prefeitos, vereadores e governadores; estão hoje ingressando no PSD e manifestando para a sociedade brasileira que é algo \"novo\", inovadore que vem para mudar. Mudar o quê afinal ?
Em Santa Catarina, históricas lideranças de direita e extrema direita agora se apresentam como \"alternativa\". Alternativa para o quê? questionam muitos eleitores em Santa Catarina. Se não mudaram para melhor a saúde, a educação, a segurança-tudo isto em um verdadeiro caos, irão agora no PSD fazer algo de bom para o povo, especialmente a população mais pobre deste país? Certamente que não. Apenas irão continuar fazendo o que sempre fizeram ao longo daqueles anos em que estiveram dentro do PFL, DEM, PP, PSDB e até do PMDB onde algumas lideranças estão migrando para o PSD.
Se olharmos quais lideranças estão mais envolvidas em corrupção, desvios de dinheiro público; formação de quadrilha, basta analisar os milhares de processos judiciais que tramitam na Justiça sendo muitos deles já julgados e colocando vários destes políticos corruptos na cadeia ou pelo menos levar ao conhecimento público pelos desvios financeiros- dinheiro da população que são arrecadados diante elevados impostos e contribuições outras de taxas; multas, etc.
Colombo e a grande chance de esclarecer dúvidas sobre a Casan
Portanto, o PSD não é algo tido como novo em termos políticos. Trata-se de uma manipulação em que alguns integrantes da máfia política no Brasil; inteligentemente conseguem organizar-se de tal maneira que disfarça as suas verdadeiras faces e objetivos, ou seja, manter fortes esquemas estratégicos de poder e desta forma atender seus objetivos comuns e não aqueles onde o povo aguarda há muitos anos que são melhorias e soluções em hospitais; escolas públicas; assistência médica digna por parte do poder público; investimentos e melhorias em ruas periféricas das cidades;saneamento básico; investimentos na habitação e agricultura; melhoria na segurança pública e garantias da cidadania plena neste país.
Portanto, o PSD é mais uma sigla partidária e não um projeto político verdadeiro para o povo brasileiro, especiamente em São Paulo com Gilberto Kassab ou em Santa Catarina com o atual governador Raimundo Colombo (ex-DEM).
Aliás, se hoje o governador de Santa Catarina tiver coragem de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI para apurar possíveis irregularidades como superfaturamento e desvios de dinheiro público quando ele Raimundo Colombo (hoje PSD) atuava como presidente da Casan no governo Paulo Afonso (PMDB); poderá dizer então que o PSD vem mesmo como parte de uma mudança e opção verdadeira para a sociedade.
Colombo, em plena coletiva concedida à Imprensa de SC na véspera de concorrer ao Senado de Santa Catarina, em plena Sala de Imprensa da Assembléia Legislativa de Santa Catarina; logo no início da década, em Florianópolis,SC, quando questionado se defenderia a instalação de uma CPI caso um dia chegasse assumir o Governo do Estado a fim de apurar denúncias na Casan naquele período em que foi presidente desta estatal atolada em dívida, confirmara na época que sim-defendia uma CPI.
Hoje, o Governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), pode se desejar pedir para que deputados estaduais que atuam na Assembléia Legislativa de Santa Catarina onde Colombo detém ampla maioria, pedir sim a abertura desta CPI. Afinal, o Ministério Público, a Polícia Federal; o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina -TCE-SC e a sociedade catarinense teriam a grande oportunidade de tirar quaisquer dúvida sobre as obras de saneamento básico em Joinville; Florianópois e em Lages- onde Colombo foi prefeito por três mandatos. Ao contrário, terão que ampliar e aprofundar as investigações sobre o caso.
O próprio ex-presidente da Casan Walmor de Lucca, assegurou em entrevista coletiva à Imprensa em Florianópolis naquela época-véspera de Colombo também afirmar que abriria uma CPI caso chegasse ao Governo do Estado.