Brasil vive semana agitada desde prisão de hackers ao assalto milionário de carga de ouro
O Brasil teve uma semana bastante agitada tanto nos meios políticos quanto do judiciário; além do aspecto da atuação da Polícia Federal que busca desvendar os desdobramentos a partir da prisão de quatro pessoas sendo que uma delas assumiu a autoria de praticar a invasão aos celulares de cerca de 1.000 pessoas.
Entre as mensagens obtidas na prática criminosa de hackers, depoimentos por parte de presos constam ainda além da invasão aos celulares do Ministro de Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e do Juiz Federal Deltan Dallagnol; várias outras pessoas incluindo tentativa de invasão ao telefone do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). E outro fato criminoso que está repercutindo em todo o Brasil e até no exterior; trata-se do assalto praticado por uma quadrilha de bandidos fortemente armados com fuzis e pistolas, durante a tarde de quinta-feira (25), no setor de cargas do Aeroporto de Guarulhos (SP). Segundo informações divulgadas à Imprensa, 750 quilos de ouro foram levados pelos assaltantes que durante esta operação de assalto não durou 3 minutos.
A carga de ouro teria destino aos países dos Estados Unidos e Suíça. Mas, segundo revelou a reportagem do R7 que encontrou na cena do crime uma etiqueta apontando de que a carga seria destinada para Dubai ( Arábia Saudita ). A Polícia Federal está na caça aos assaltantes da carga de ouro avaliada em R$ 120 milhões na tentativa de prendê-los e também recuperar a carga de ouro roubada. E outras equipes da Polícia Federal juntamente com a do Ministério Público Federal, buscam analisar o vasto volume de gravações e de todo material relacionado à prisão da quadrilha que invadiram centenas de celulares e de mensagens do Telegram.
Dois mistérios à serem desvendados pela PF: Primeiro, a lista dos hackeados e segundo para onde foi o ouro roubado
Quem foram as pessoas hackeadas pela quadrilha que invadiu celulares de cerca de 1.000 pessoas? Elas serão todas avisadas de que foram hackeadas ? Quais o teor dos diálogos e das mensagens obtidas nesta ação criminosa ? E sobre o ouro roubado no Aeroporto de Guarulhos (SP): de quem era o ouro e de fato para onde era o destino desta carga milionária ( cerca de R$ 120 milhões ). Enfim, dúvidas continuam para a sociedade brasileira. Quanto à ação criminosa de hackeamento de celulares. Já se sabe por exemplo de que houve invasões em celulares de Moro; Deltan; do ministro de Economia Paulo Guedes; da deputada federal e líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional Joice Hasselmann (PSL), bem como; de tentativas de invasão no celular da presidente da Procuradoria Geral da República (PGR) Raquel Dodge, além também de tentativa de invasão ao celular do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).
Agora, o desafio começa aos poucos ser trilhado na busca de desvendar muitos fatos ainda obscuros , pois o risco eminente de novas divulgações sobre supostas mensagens e diálogos obtidos pelos hackers e cujo farto material foi inclusive tirado cópias e enviado para o exterior como segurança estratégica por parte do site The Intercept Brasil; a fim de manter este material em parte já divulgado; com possibilidades futuras de haver novas divulgações e revelações bombásticas como as que já ocorreram até agora sobre este caso de invasão a centenas de celulares.
Foram presos pela Polícia Federal (PF), na operação realizada durante esta semana que antecede o fim de julho o hacker Walter Delgatti Neto - que assumiu em depoimento à PF e ao MPF ter praticado a invasão em celulares de Moro e de outras pessoas; Danilo Cristiano Marques; Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira. As prisões ocorreram em São Paulo (SP), Araraquara e Ribeirão Preto (SP). Ambos os presos foram levados para presídios em Brasília (DF). O caso das invasões em celulares tem gerado perplexidade e até indignações no meio político e jurídico nacional e mostra a fragilidade com que existe diante desta possibilidade de acessos privados em redes de comunicações. O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), admitiu que o caso criminoso trata-se de ser combatido como crime de segurança nacional.