Se revelados trechos de quatro anexos da delação do ex-presidente da OAS, provocaria abalo sísmico no STF e Câmara Federal

Contido em \"Segredo de Justiça \", quatro anexos do trecho da delação premiada à Justiça Federal por parte do ex-presidente da empreiteira OAS, envolvem o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM/RJ); e o irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF Dias Tofolli,  José Ticiano Dias Tofolli, que foi prefeito de Marília (SP). Trechos que se revelados provocariam uma espécie de abalo sísmico tanto na Câmara Federal quanto no Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
 
A propositada demora  do envio do acordo da delação do dono da OAS Léo Pinheiro assinado pela Procuradoria Geral da República (PGR), em dezembro passado, mas que permanecera parado por meses no gabinete da então procuradora - Geral da República Raquel Dodge (que deixa a PGR dia 17 deste mês de setembro ); sem que ela enviasse o material para pedir homologação do ministro Edson Fachin ( relator da Lava Jato ) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF); tomando esta iniciativa tão somente agora na semana passada quando gerou uma inquietação e insatisfação de toda a equipe de procuradores que atuam na Lava Jato na PGR e que pediram demissão coletiva; face exatamente à omissão, ou seja, o arquivamento preliminar de quatro anexos da delação de Léo Pinheiro - a delação de Léo Pinheiro (OAS); é uma das principais acusações contra o ex-presidente da República Luís Inácio lula da Silva (PT) nos processos da Operação Lava Jato.
 
 
Edson Fachin  comungou o arquivamento dos trechos  da delação de Léo Pinheiro  que citavam o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM) e do ex-prefeito de Marília (SP), José Ticiano Dias Tofolli - irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
O ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro, iniciou a negociação de sua delação premiada junto ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF), em março de 2016. Foi ainda durante a gestão do então procurador Geral da república Rodrigo Janot.
 
 
As negociações foram rompidas após o vazamento de um anexo preliminar bombástico que abordava José Ticiano Dias Tofolli e o presidente da Câmara Federal deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ). Entretanto, este anexo não chegou fazer parte da delação porque os advogados avaliaram que não constituía crime. Mas, se não constituía crime, então quais as razões de serem omitidos estes anexos da delação de Léo Pinheiro, questiona-se.
 
 
Foi diante disto que a equipe da Lava Jato que atuava na Procuradoria Geral da República (PGR), ficaram indignados e pediram demissão coletiva no final da gestão de Raquel Dodge frente a PGR. No dia 13 deste mês, o ministro relator da Lava Jato no STF Edson Fachin homologou a delação de Léo Pinheiro, ex -OAS. A defesa de Léo Pinheiro pediu ao juiz Danilo Pereira Junior, da 12a. Vara Federal de Execuções Penais, de Curitiba (PR), para migrar da prisão em regime fechado para domiciliar.