Polícia Federal (PF), entrega ao MPF relatório da Operação Alcatraz que deu rombo milionário aos cofres públicos de SC
Publicado em 16/10/2019
Autoria Destaque Catarina
E o combate a corrupção no Brasil abrange todo o país e um destes exemplos ocorre em Santa Catarina onde a Polícia Federal (PF), concluiu e entregou o relatório de mais de mil páginas ao Ministério Público Federal (MPF), sobre a \" Operação Alcatraz \". Foram indicadas 21 pessoas nestas investigações entre elas o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, deputado Julio Garcia (PSD).
O esquema de corrupção; desvios financeiros até agora investigados pela PF e MPF atingem mais de R$ 12 milhões dos cofres públicos do governo de Santa Catarina através da Secretaria de Estado de Administração e da Epagri. Uma planilha - a \" Planilha J.G. \", foi apreendida pela Polícia Federal (PF), durante investigações na empresa Apporti - pertencente a Jefferson Rodrigues Colombo - genro da ex-mulher do deputado Julio Garcia (PSD), em cuja planilha \" J.G. \" constam pagamentos de boletos em nome do deputado estadual e presidente da Alesc Julio Garcia (PSD). Segundo relatório da PF entregue ao MPF em Santa Catarina; as investigações apontaram crimes como desde corrupção ativa; ocultação de patrimônio; organização criminosa e fraudes licitatórias.
O esquema criminoso apontado pela Operação Alcatraz, parte dela teve início em 2016 quando a empresa Apporti venceu um pregão junto ao governo de Santa Catarina. Foi durante a gestão do então governador Raimundo Colombo (PSD). Em entrevista a imprensa Julio Garcia (PSD), destacou que irá provar sua inocência à Justiça. Segundo informações o empresário dono da Apporti, alega haver pagamento de um empréstimo à Julio Garcia no valor de R$ 300 mil reais.
Caberá ao Ministério Público Federal analisar o relatório apresentado pela Polícia Federal (PF). Caso os envolvidos virarem réus; poderão parar na prisão. Isto se o STF na quinta-feira (17), decidir pela prisão de condenados somente a conclusão do processo, ou seja, em trânsito e julgado de todos os processos em andamento desde a Primeira Instância do Judiciário brasileiro.
Alcatraz descobre organização criminosa envolvendo presidente da Alesc
Segundo a PF, a empresa Apporti cobrava mensalmente por serviços prestados ao governo estadual de Santa Catarina um valor de R$ 45.904,40 e deste valor pagavam pelos mesmos serviços prestados por uma sub- contratada o valor de R$ 8 mil reais mensais. A sobra de R$ 38 mil reais eram repassados para Julio Garcia (PSD) e a Jefferson Rodrigues Colombo. O superfaturamento de serviços foi também constatado pelas investigações realizadas nesta Operação Alcatraz que indiciou 21 pessoas e que vão responder na Justiça pelas práticas ilícitas.
Ainda segunda as investigações nesta operação Alcatraz, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, Julio Garcia recebia uma espécie de \"mensalinho \" no valor que variava entre R$ 30 a 80 mil reais mensais dentro deste esquema criminoso. E outras investigações e desta vez de abrangência ao combate a corrupção em Santa Catarina estão em andamentos e que poderão revelar novos fatos relacionados aos desvios milionários de dinheiro dos cofres públicos em Santa Catarina, assim como em vários outros estados do país - sendo maioria delas ramificações da Operação Lava Jato.
Foto: G1