CPI das ONGs pode retornar com força máxima no Brasil. Desvios podem ultrapassar R$ 10 bilhões. Em São Paulo e Santa Catarina já há investigações
Publicado em 27/11/2019
Autoria Destaque Catarina
O destino bilionário de recursos públicos através de destinações para muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil e de Interesse Público ( Oscips ), poderá ser amplamente investigado não somente através da instalação da CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito, chamada CPI das ONGs iniciada no Congresso Nacional em 2006, mas com o apoio agora do Ministério Público Federal ( MPF ) e da Polícia Federal (PF), em vários estados do país.
Em Florianópolis (SC), o serviço de atendimento a quatro creches através de uma ONG com sede no Rio Grande do Sul; está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), assim como ocorre com outra investigação no estado do Amazonas e no Pará onde algumas ONGs estariam desviando recursos públicos que seriam destinados ao combate a incêndios na região amazônica.
O governo de Jair Bolsonaro (PSL), com apoio do Congresso Nacional quer que haja profunda e amplas investigações em diversas ONGs em todo o país. O objetivo será detectar desvios financeiros milionários de recursos públicos.
Em São Paulo (SP), descoberta a máfia das merendas e das creches
Em São Paulo, quando da gestão do ex-prefeito e agora governador João Doria, teria criado o chamado APP afim de facilitar doações a ONGs em meio a cortes de recursos financeiros para a área da Assistência Social. Recentemente o prefeito de São Paulo Covas (PSDB), pediu investigações diante a identificação de irregularidades no atendimento a cerca de 120 creches.
Em 2006, no Senado Federal, uma coleta de assinatura iniciara a fim de instalar uma CPI das ONGs. Mas, o trabalho não avançou diante resistências de mafiosos e corruptos dentro do Senado Federal que travaram estes trabalhos iniciados por um de seus senadores na época. Em 2007, mais precisamente em fevereiro daquele ano o pedido de instalação da CPI das ONGs já contava com 35 assinaturas dos 81 senadores.
Mesmo assim não avançou. A comissão sequer saiu do papel. Pudera: vários dos senadores daquela gestão hoje estão com vários processos tramitando na Justiça Federal, seja por formação de organização criminosa; lavagem de dinheiro e corrupção além de caixa 2. Um deles é o senador Renan Calheiros e Heráclito Fortes, dentre vários outros ex-senadores. Senadores governistas daquela gestão - período desta solicitação da CPI as ONGs no Senado Federal; sequer compareceram à uma das importantes sessões impedindo assim o quórum para garantir o inicio da CPI das ONGs.
Um recurso perverso de mafiosos e corruptos para não atuar ao combate à corrupção no Brasil. Na época o líder mafioso e corrupto do governo Lula (PT); o senador Romero Jucá (PMDB-RR), atual MDB; destacara que ao protelar os trabalhos do início da CPI das ONGs \" queria mais tempo \" para negociar a composição da CPI que nunca chegara a ser instalada até hoje. Daí à importância de novamente retomar o debate e instalar no Congresso Nacional a CPI das ONGs no país.
Foto: Foco Regional