Tribunal da Arábia Saudita condenou à morte cinco pessoas envolvidas na execução do Jornalista Jamal Khashoggi
Publicado em 23/12/2019
Autoria Destaque Catarina
O Tribunal da Arábia Saudita condenou na segunda-feira (23), cinco pessoas à pena de morte devido ao crime de execução do Jornalista Jamal Ahmad Khashoggi,58, ocorrida na sede da Embaixada da Arábia Saudita, em Istambul (Turquia), em 02 de outubro de 2018. O crime chocou a comunidade internacional. A CIA investigou o caso que teve ampla repercussão mundial. Jamal Khashoggi, saiu da Arábia Saudita onde atuava do editor do jornal Al Watan e durante o período da crise da Primavera Árabe, em que Jamal Khashoggi manifestara críticas ao regime saudita, por consequência teve que deixar a Arábia Saudita e pedir asilo nos Estados Unidos, onde passou a escrever ao Jornal The Washington Post.
Em setembro de 2018, Jamal foi até à Turquia onde na sede da Embaixada da Arábia Saudita procurava obter documentos para que ele e a noiva Hatice Cengiz ( uma turca pesquisadora acadêmica ), pudesse casar. No dia 2 de outubro de 2018, Jamal Khashoggi, chegou à sede da Embaixada da Arábia Saudita em Istambul, quando lá dentro começou a série de interrogatórios por um grupo de pessoas que chegaram ao local e após praticaram o horror de atos descritos como sendo de \" horror \", segundo a advogada britânica Helena Kennedy que juntamente com um tradutor saudita ouviu 45 minutos de áudios gravados durante o ato criminoso de execução de Jamal Khashoggi - material este obtido pela inteligência turca.
O nome dos cinco condenados sauditas à pena de morte pelo ato de execução do Jornalista Jamal Khashoggi, não foram divulgados. O governo da Arábia Saudita sob liderança do príncipe herdeiro do trono Mohammed Bin Salman, negou à Imprensa quaisquer ligação ao crime. 11 sauditas envolvidos na ação ocorrida na Embaixada da Arábia Saudita em Istambul (Turquia), respondem a processos sigilosos na Justiça saudita.
O horror praticado contra o Jornalista Jamal Khashoggi, segundo advogada britânica
A advogada britânica Helena Kennedy, descreveu após ouvir os áudios das cenas de execução do Jornalista Jamal Khashoggi, como sendo de horror. \" Horror de ouvir a voz de alguém, o medo na voz de alguém e o ato de você estar ouvindo aquilo que fazem arrepio percorrer seu corpo \", disse Helena kennedy à BBC de Londres. Jamal era pai de quatro filhos, foi casado na Arábia Saudita mas teve que pedir o divórcio na véspera de deixar aquele país e pedir asilo nos Estados Unidos. Foram dois dias cruciais antes da execução do Jornalista Jamal Khashoggi, disse Helena Kennedy.
Ela destacou que \" parecer ter havido um planejamento e premeditada a execução \", referindo -se à execução do Jornalista Jamal Khashoggi que foi executado por uma espécie de esquadrão da morte. Após a execução de Jamal Khashoggi, supostamente o corpo de Jamal foi desmembrado, esquartejado e retirado da Embaixada da Arábia Saudita, mas nunca foram os restos mortais localizados até hoje.