Ponte Hercílio Luz - CPI retira termos \" ressarcimento \" e \" indiciamento \" do relatório, mas desvios milionários de dinheiro público devem ser investigados pela PF e MPF

E não foram algumas, mas diversas irregularidades apontadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI que investigou na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, desvios milionários nas obras de restauração desta famosa ponte em Florianópolis (SC). Obra esta que está sendo entregue pelo atual governo do estado e que ainda não foi totalmente concluído os trabalhos como desde pintura na base inferior, dentre outros.
 
 
A CPI da Ponte Hercílio Luz, segundo os autos em que farta documentação foram requeridos pela CPI, onde por exemplo somente num destes documentos acostados aos autos, considerou \" improbidade administrativa \" por parte de uma empresa conforme processo número 0917903-81.2018.8.24.0023. Processo já instaurado pela CPI da Ponte Hercílio Luz que após elaborado e concluído o relatório foi à votação final no início de dezembro deste fim de 2019, onde ocorreu a retirada dos termos \" indiciamento \" e \" ressarcimento \" aos cofres públicos na ordem de pelo menos R$ 45 milhões.
 
 
A CPI pedia o indiciamento de 20 pessoas entre elas do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), mas o acatamento por maioria apertada em votação, optou pela retirada então do \" indiciamento \" e \" ressarcimento \". caberá sim ao Ministério Público de Santa Catarina decidir se faz ou não o indiciamento e pede o ressarcimento de milhões de reais aos cofres públicos de Santa Catarina. 
 
 
A CPI da POnte Hercílio Luz consegui chegar após várias oitivas ( depoimentos ) e coleta de farta documentação tanto governamental  quanto empresarial envolvidas na obra de restauração da Ponte Hercílio Luz em cerca de R$ 680 milhões investidos, porém, estima-se que o valor tenha sido quase o dobro nesta obra face a forma com que muitas das irregularidades constantes desta ampla investigação realizada por parte desta CPI. Um trabalho que contou com apoio do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina; da Procuradoria  Geral de Contas do Estado de Santa Catarina, da Alesc e do governo de Santa Catarina.
 
Foto: G1