MPF e PF deflagram Operação \" Favorito \" que prende máfia ligada ao governo Witzel (PSC) e do ex-governador Cabral (MDB) do Rio de Janeiro. Desvios milionários da Saúde
A máfia continua agindo e mais do que nunca no Rio de Janeiro e mais agora diante desta grave crise da pandemia do novo coronavírus Covid-19. A Polícia Federal juntamente com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, deflagraram na quinta-feira (1), a Operação \" Favorito \" que levou à prisão o empresário Mário Peixoto, ligado ao governo de Wilson Witzel (PC). Desvios milionários em contratos irregulares da empresa Atrio- Rio junto a Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, segundo investigações da PF e do MPFRJ.
A PF cumpriu vários mandados de buscas e apreensões e levou à prisão preventiva o empresário Mário Peixoto, que segundo as investigações da PF e do MPF do Rio de Janeiro mantinha através de sua empresa contratos emergenciais neste período de crise da pandemia da Covid-19 e cujos contratos milionários eram sem licitações junto ao governo de Wilson Witzel (PSC). Mário Peixoto era ligado ao secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão ( que foi sócio de um escritório de advocacia junto a Wilson Witzel até janeiro de 2019 ), segundo investigações da Polícia Federal (PF). O empresário Mário Peixoto mantinha forte influência no governo de Witzel (PSC), segundo estas investigações.
Além do Coronavírus Covid-19 outro vírus continuam, mas desviando milhões dos cofres públicos: Corrupção
A PF apurou ainda que o empresário preso nesta Operação \" Favorito \" , também era ligado a esquemas de desvios financeiros no governo de Sérgio Cabral (MDB), cujas investigações constam na Operação Lava Jato. A Operação \" Favorito \" resultou em 42 mandados de buscas e apreensões, incluindo \" laranjas \" junto a uma Organização Social visando desvios financeiros na Secretaria de estado da Saúde do Rio de Janeiro. Cerca de R$ 81 milhões segundo a PF e MPFRJ foram obtidos pela quadrilha de forma ilícita. Outro alvo da Operação Favorito, foi o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - Alerj Paulo Melo (MDB) e outras três pessoas, cujos nomes não foram revelados. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCERJ), já havia apurado também que Mário Peixoto repassava mesada de R$ 200 mil reais para conselheiros do TCE do Rio de Janeiro no período de 2011 e 2013.
Governo de Witzel (PSC) do Rio de Janeiro impõe sigilo em documentos de contratações emergenciais de R$ 1 bilhão
Segundo a Folha de S. paulo, o governo do estado do Rio de Janeiro sob comando de Wilson Witzel (PSC), para provavelmente esconder da população e evitar transparência sobre os gastos milionários na área da Saúde, adotou o sigilo de documentos sobre os gastos que o governo estadual do Rio de Janeiro realiza através da Secretaria de Estado da Saúde.
Investigações da Polícia Federal (PF ) e do Ministério Público Federal (MPF), já detectaram inúmeras irregularidades em que quadrilhas, organizações criminosas e mafiosos estão obtendo de forma criminosa recursos financeiros que deveriam serem aplicados em prol do combate ao novo coronavírus Covid-19. As investigações prosseguem e serão ampliadas e aprofundadas além das que já resultaram em prisões como a da Operação \" Favorito \", durante a quinta-feira (14).