Doações suspeitas na mira da Justiça
As doações de dinheiro por parte de empresas e também de particulares para candidatos que disputam uma eleição faz parte das regras do sistema eleitoral brasileiro. Mas o que deve ser observados são as relações suspeitas de muitas empresas doadoras de dinheiro em eleições e que possuem algum tipo de relação comercial com a esfera governamental como no caso de muitas empresas já envolvidas em recentes escândalos. O mais recente divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta a contração por parte do Ministério da Pesca para compra de 28 lanchas-patrulha, que custam R$ 1 milhão cada.
A empresa criada em São José (SC), Intech Boating, vendeu estas lanchas ao Ministério das Pesca e doou R$ 150 mil para o Partido dos Trabalhadores na campanha de 2010. O ex-Ministro da Pesca Altemir Gregolin (PT), nega que tenha intermediado a doação quando comandava a pasta da Pesca.
Coincidência ou não nas eleições passadas em 2010, muitas empresas também fizeram doações de dinheiro como no caso de uma empresa de Portugal com ramificação em Itajaí, em Santa Catarina. Esta empresa atua na linha pesqueira e fez doação financeira à um candidato catarinense que disputou sua reeleição para deputado estadual e conseguiu reeleger-se. O mais estranho que tão logo houve as eleições e é claro a doação financeira, em seguida, representantes desta empresa pesqueira portuguesa chegou à Santa Catarina.
Juntamente com o deputado beneficiado, realizou algumas incursões de visitas em Santa Catarina com a finalidade de negócios da empresa e objetivando alcançar alguns benefícios considerados tradicionais: como na questão fiscal e tributária, terrenos para implantação de novas unidades da empresa e assim por diante. É o chamado toma lá dá cá. Por isto, a Polícia Federal, deverá assim como outros setores de fiscalização aprofundar investigações a fim de alcançar quais interesses há por detrás destas articulações mais comuns em véspera e pós-eleições.