Máfia dos respiradores pulmonares vai além dos 200 respiradores de R$ 33 milhões em SC. Investigações continuam em São José e Florianópolis (SC)
Organizações criminosas, quadrilhas, mafiosos e corruptos que atuam em quase todo o Brasil; aproveitando-se da fragilidade diante desta pandemia da Covid-19, vai muito além do que vem ocorrendo por exemplo em Santa Catarina onde o governo do Estado sob comando do governador Carlos Moisés (PSL), pagou antecipado em abril passado R$ 33 milhões à empresa Veigamed, do Rio de janeiro que ofereceu ao governo através da Secretaria de Estado da Saúde 200 respiradores pulmonares que viriam da China.
Mas, apenas 50 deles chegaram à Florianópolis (SC), e de nada serviam para o atendimento à pacientes portadores do novo coronavírus Covid-19 internados em UTIs. A Operação Oxigênio O2, deflagrada pela Polícia Civil; Ministério Público do Estado de Santa Catarina; GAECO e Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC); resultou já a prisão de várias pessoas envolvidas no esquema fraudulento destes 200 respiradores pulmonares á santa Catarina. A CPI instalada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, já ouviu depoimentos de praticamente quase todas as pessoas que foram citadas em depoimento na sede da DEIC, em Florianópolis diante da Operação Oxigênio O2.
E investigações continuam e chegam à Prefeitura de São José e de Florianópolis (SC), por terem firmados contratos de prestação de serviços por parte de uma empresa de um dos envolvidos na Operação Oxigênio e que já se encontra preso em Florianópolis (SC). O caso dos 220 respiradores de R$ 33 milhões já levou à prisão até agora Davi Perini Vermelho; Fábio Deambrósio Guasti; Cesar Augustus Martinez Thomaz Braga; Douglas Borba ( ex- Secretário de estado da Casa Civil ) e Leandro Adriano de Barros.
Na Alesc, a CPI durante oitivas de duas pessoas ouvidas na terça-feira (16), contatou registro de que no processo de aquisição dos 200 respiradores que totalizaram R$ 33 milhões pagos antecipados pelo governo de Santa Catarina; segundo declaração do Coordenador do Fundo Estadual de Saúde José Florêncio da Rocha, o processo de aquisição foi homologado pelo ex-secretário de Estado da Saúde \" Helton \"; referindo-se à Helton Zeferino - que deixou a pasta logo que estorou o escândalo dos 200 respiradores pulmonares. \" Ele \" referindo-se ao pagamento de R$ 33 milhões à empresa Veigamed; só aconteceu \" porque \" ..\" houve uma autenticação \", declarou à CPI. A servidora estadual da Saúde e que atuava como Superintendente de Gestão Administrativa Márcia Regina Geremias Paulli, também foi responsabilizada pelo Coordenador do Fundo Estadual da Saúde José Florêncio da Rocha, pela compra dos respiradores sem a garantia por haver autenticado o compromisso do Estado junto ao fornecedor Veigamed.
Antes mesmo desta sessão da CPI na Alesc, anteriormente em outra sessão anterior Márcia Regina Geremias Paulli, havia negado a autorização e destacou haver a utilização de sua senha no âmbito desta compra dos respiradores assim como de outras logo após haver deixado o cargo e que apareceram sua assinatura. Outra servidora também da Secretaria de Estado da Saúde, Debora Brum, destacou á CPI na Alesc, não ter acesso à senha pessoal de Márcia Paulli. A partir da certificação da Superintendência de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES); a gerência financeira desta pasta estadual emitiu a ordem bancária e á partir então da certificação da nota pela servidora Débora Brum, após a autenticação realizado o pagamento de R$ 33 milhões á Veigamed.