PF prende mafiosos que deram prejuízos de quase meio bilhão aos cofres públicos. Ex-diretor do SESI e o ex-Presidente da CNI entre os alvos
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), deflagraram na terça-feira (11), a operação \" Fantoche \", em Pernambuco onde uma quadrilha de corruptos mafiosos foram parar na prisão. Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal apontam desvios financeiros dos cofres públicos na ordem de quase meio bilhão de reais entre os anos de 2002 e 2009. Foram presos o ex-diretor do SESI Robson Braga e o ex-Presidente da Confederação Nacional da Indústria - CNI Ricardo Essinger e o ex-diretor regional do SESI Ernani Aguiar Gomes, dentre outros investigados e denunciados ao MPF.
A Operação \" Fantoche \" vem realizando investigações de desvios financeiros em Pernambuco e ligados ao SESI e algumas instituições que atuam como OSCIPS em Pernambuco desde fevereiro de 2019. Vários convênios fraudulentos foram descobertos pelas investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal MPF) nesta operação \" Fantoche \" em Pernambuco. Até empresas laranjas atuavam segundo investigações nesta ação criminosa de desvios de recursos públicos em Pernambuco.
Quase meio bilhão desviados, segundo o MPF e PF
Os contratos ultrapassam mais de R$ 400 milhões, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Os denunciados à Justiça Federal nesta ação investigatória podem pegar até 12 anos de reclusão, além de repararem danos aos cofres públicos e terem bens bloqueados pela Justiça. Também foram denunciados nesta ação do MPF Hebron Costa Cruz de Oliveira; Romero Neves Silveira Souza, ambos representantes do Instituto Origami - uma OSCIPS cooptada dentro do esquema criminoso de desvios públicos financeiros neste esquema da quadrilha de mafiosos e corruptos e que envolveu também segundo as investigações da PF e do MPF o Instituto Mundial de Desenvolvimento da Cidadania ( IMDC ); e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda. Até o Ministério do Turismo, segundo investigações teve envolvimento em assinaturas e liberação de recursos financeiros através de convênios. outros alvos desta operação da PF e do MPF foram os irmãos Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva e Lina Rosa Gomes Vieira da Silva.