17 partidos pedem ao STF afrouxar controle sobre verbas do Fundo Eleitoral e Partidário que possuem cerca de R$ 3 bilhões

Mais um absurdo na área política brasileira e desta vez surge de uma ação direta de Inconstitucionalidade ingressada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual 17 partidos - isto mesmo - 17 partidos pedem o afrouxamento do controle sobre verbas oriundas do Fundo Partidário e Fundo Eleitoral. São cerca de R$ 3 bilhões de reais saindo dos cofres públicos para abastecer dois fundos : o Partidário com cerca de R$ 1 bilhão ao ano e o Eleitoral com cerca de R$ 2 bilhões a cada dois anos. O Brasil possui 33 siglas partidárias. Destas 17 assinam esta ação para que haja afrouxamento deste controle de gastos de campanhas políticas. Se já com um certo controle existem uma série de irregularidades; crimes praticados como foram demonstradas em diversas recentes investigações realizadas pela Polícia Federal (PF); Ministério Público Federal (MPF); Ministério Público Eleitoral (MPE); imaginamos sem um maior rigor nestes controles de gastos em campanhas eleitorais.

 

Veja os partidos que querem o afrouxamento ao controle de gastos em campanhas

Diante deste provável afrouxamento de controle, caso o STF acate e aprove este pedido dos 17 partidos políticos; o que poderá eventualmente favorecer o surgimento além de crimes como do uso de candidatos e ou candidatas laranjas; desvios de recursos públicos também em serviços superfaturados e não realizados; lavagem de dinheiro; enfim; uma série de crimes como aos que já foram mostrados ao país diante de inúmeras destas investigações. Assinam o pedido desta ação junto ao STF as siglas: DEM; MDB; PSL; PSDB; PL; PP; PSD; PT; PSOL; PCdoB; PDT; PSB; PTB; PT; além do Solidariedade; Podemos; Cidadania e Republicanos.

 

O objetivo desta ação certamente visa perpetuar o descontrole de gastos e prestações de contas irregulares em campanhas políticas. Dificultar para que não haja transparência sobre estes gastos de campanhas políticas no país. O que se vê notadamente e basta ver em mitas destas prestações de contas de gastos em campanhas eleitorais pelo país afora é a \" aprovação \" destas prestações de contas com a citação em muitos destes casos contendo a aprovação com\" restrições \". E por detrás destas tais \" restrições \" da análise de alguns Tribunais Regionais Eleitorais - TREs do país; encontram-se graves irregularidades, mas que mesmo assim, são aprovadas estas contas de campanhas eleitorais.