VEJA revela o \"Delivery de propina\" ao ex-governador Colombo (PSD); Vice- Pinho Moreira (MDB) e deputado Júlio Garcia (PSD). Desvios do dinheiro público

Com exclusividade a revista VEJA divulgou matéria n segunda-feira (05), em que a delatora dos desvios milionários dos cofres públicos do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Administração no governo de Raimundo Colombo (PSD). Sob título : \" Delivery de propina \", a reportagem da VEJA mostra teor da delação de Michelle Guerra ao Ministério Público Federal (MPF), na qual mencionou a \" mesada \" milionária entregues em caixas de sapato; caixas de uísque; sacolas e envelopes pardos ao governador João Raimundo Colombo (PSD), na época dos desvios financeiros e de fraudes, bem como, também entregues \" propinas \" ao vice - governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), que foi vice na gestão de João Raimundo Colombo (PSD); e ainda ao deputado estadual e que preside atualmente a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Júlio Garcia (PSD).

 

Delatora Michelle Guerra diz ao MPF como era o esquema de repasses do dinheiro desviado dos cofres públicos de SC

Na reportagem da VEJA, onde o jornalista Robson Bonin destaca que a delação premiada foi fechada com o Ministério Público Federal (MPF), por Michelle Guerra - ex- sócia do escritório operador do esquema de corrupção no governo de Santa Catarina durante comando de João Raimundo Colombo (PSD). Michelle revelou detalhes do esquema criminoso de fraudes e desvios financeiros e de pagamentos milionários para Raimundo Colombo (PSD); Eduardo Pinho Moreira (MDB) e ao deputado estadual Júlio Garcia (PSD). A distribuição de propinas entre os envolvidos no esquema ilícito; segundo Michelle Guerra teve origem em fraudes em contratos públicos na Secretaria de Estado de Administração no governo de Raimundo Colombo (PSD).

 

Segundo Michelle Guerra; o escritório de fachada do ex- secretário - adjunto da Secretaria de Estado de Administração no governo Colombo (PSD); e cujo escritório pertencia a Nelson Castello Branco Nappi Júnior, que servi para esquentar o dinheiro sujo desviado dos cofres públicos do Estado de Santa Catarina através do esquema criminoso envolvendo o grupo político ( João Raimundo Colombo; Eduardo Pinho Moreira e Júlio Garcia ). Segundo Michelle, as empresas beneficiárias das fraudes em contratos públicos com o governo do Estado na gestão de Raimundo Colombo (PSD); \" contratavam \" o escritório de fachada para repassar a propina na forma de \" honorários \". Segundo Michelle ao MPF, ela mesmo fazia os saques em valores no banco \" na conta bancária do escritório \", relativos aos pagamentos recebidos de empresas para as quais o escritório não prestou efetivamente \" qualquer serviço \". Os valores era entregues imediatamente para Nelson Castello Branco Nappi Júnior; tanto no próprio carro, segundo Michelle, quanto este o acompanhava até ao banco e também no escritório, quando ela ia sozinha ao banco.

 

Ao Ministério Público Federal (MPF), Michelle Guerra disse ainda que o dinheiro de propina era entregues à \" emissários do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), Eduardo Pinho Moreira (MDB); e Júlio Garcia (PSD) \". Um assessor direto do ex-governador Raimundo Colombo é citado nesta delação de Michelle Guerra ao MPF. Segundo Michelle Guerra, o dinheiro \" sujo \", depois de sacado no banco; era \" dividido \" em quantias e \" guardados \" em envelopes, sacolas, caixas de sapato e caixas de uísque. Em um dos depoimentos ao MPF Michelle delata, segundo investigadores onde ela começa \" descrever \" as diversas vindas de Nelson Castello Branco Nappi Júnior ao escritório ( escritório de fachada da organização criminosa \"; e com elevadas quantias em dinheiro - além daqueles saques em que ela própria realizava junto ao banco para \" dividir \" quando então solicitava elásticos, envelopes, caixas de sapatos e caixas de uísque, sacolas para fazer a divisão e entrega do dinheiro.

 

Citou que numa das ocasiões, surgiu Nelson Castello Branco Nappí Júnior ao escritório usando uma maleta azul, \" cheia de dinheiro \" que Nelson afirmou, segundo ela ter ali R$ 300.000,00 ( trezentos mil reais ). Os investigadores pediram á delatora detalhar como funcionava divisão da propina. \" Nelson lhe disse que ele precisava dividir, que esse valores era mesadas do ex-governador Raimundo Colombo; do vice governador Eduardo Pinho Moreira e também do deputado Júlio Garcia \", segundo a delatora.

 

A Polícia Federal (PF), assim como o Ministério Público Federal (MPF), investigaram o esquema fraudulento e criminosa que causou danos milionários aos cofres públicos do Estado de Santa Catarina. O tráfico de influência também foi constatado nas investigações em que Nelson Castello Branco Nappi Júnior era uma espécie de articulador direto do deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina- Alesc, Júlio Garcia (PSD), que foi denunciado recentemente na Operação Alcatraz. Júlio Garcia assim que estorou o escândalo da Alcatraz, em coletiva à Imprensa, destacara que não praticara quaisquer ato ilícito e na segunda-feira (05), o ex-governador de Santa Catarina João Raimundo Colombo (PSD), segundo citação de um blog local em Lages (SC), Colombo disse ser novamente vítima de ilações e que não praticara crime algum e que diante de outras denúncias contra ele como a ocorrida na Lava Jato, foi comprovada sua inocência por parte de decisão do TRE de Santa Catarina. Ação processual contra Colombo (PSD) que na época a Corte Superior enviou para julgamento em Santa Catarina.