Anvisa interrompe e retorna em seguida estudos da CoronaVac
Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ), interrompeu na terça-feira (10), estudos clínicos da vacina CoronaVac, sendo testada pelo Instituto Butantan em parceria com uma empresa da China, a Sinovac. Mas já na quarta-feira (11), foi retomado os estudos por autorização da própria Anvisa. O imunizante está no centro de uma disputa política entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória.
A repercussão negativa diante da celebração por parte de Bolsonaro com esta interrupção de estudos clínicos de uma vacina de combate ao novo coronavírus Covid-19, demonstra insensibilidade e despreocupação com amplas iniciativas de estudos por parte de centros de estudos clínicos em prol de concluir o mais breve possível uma vacina contra o vírus que gerou a maior pandemia do mundo - a da SARS CoV-2 ( novo coronavírus- Covid-19).
Povo não está vacinado contra Covid-19, mas contra demagogos e populistas provavelmente sim
Pandemia da Covid-19 que já infectou mais de 51.000.000 milhões de pessoas e matou mais de 1.200.000 mil pessoas e que somente no Brasil atingiu a morte de 169.000 mil pessoas e infectando outras mais de 6.000.000 milhões de pessoas. Bolsonaro no início desta pandemia da Covid-19 a denominou de \" gripezinha \", deixando um ministério do porte da Saúde mais de três meses sem um titular na pasta. Bolsonaro fez uma série de atos públicos sem uso de máscara e desrespeitando orientações outras da OMS como a de manter distanciamento social.
Bolsonaro seguiu passos semelhantes ao que o presidente derrotado dos Estados Unidos, o mafioso; sonegador de impostos e trapaceiro político norte-americano Donaldo Trump fez ao longo desta pandemia da Covid-19. Atos que poderão levar o presidente da República Jair Bolsonaro ao mesmo caminho: ou seja, à derrota em 2022.
Ataques às comunidades LGBT; insinuações de segregação racista; dentre outras manifestações antidemocráticas que colocam em risco sua reeleição ao cargo presidencial em 2022. Se Donald Trump deixa a Casa Branca por prepotência e arrogância achando que se manteria no poder para sempre ou quase sempre, no Brasil, Bolsonaro sabe que mesmo dentro de um quartel, um comandante não fica por muito tempo e logo, logo já é transferido. Somente que na política, ocupação de cargo permanente só é realizado em países onde não há democracia e sim, onde ocorre ditaduras. E o Brasil já sabe bem o que é uma ditadura e assim como os Estados Unidos onde maioria do eleitorado rejeitou o modelo de governo de Trump, no Brasil, em 2022, caso Bolsonaro não reveja sua postura política; certamente o caminho será o mesmo: saída definitiva do cargo presidencial. Se o povo não está ainda vacinado contra a Covid-19, pelo menos deve estar já vacinado contra demagogos e populistas.