Ex-governador de SC Eduardo Pinho Moreira (MDB), é alvo da Alcatraz que levou à prisão o presidente da ALESC Júlio Garcia (PSD)

Investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e Receita Federal fizeram o Ministério Público Federal (MPF), levar a PF iniciar na manhã de terça-feira (19); ações de buscas e apreensões através da segunda fase da Operação Alcatraz ( deflagrada em maio de 2018); sendo esta segunda fase denominada Operação \" Hemorragia \", que investigou desvios milionários nas secretarias de Estado de Administração do Estado de Santa Catarina e da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Além do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - ALESC, deputado Júlio Garcia (PSD), que foi preso em regime domiciliar e já usa agora a tornozeleira eletrônica. Também é alvo desta operação o ex-governador do Estado de Santa Catarina Eduardo Pinho Moreira (MDB). As investigações da PF e da Receita Federal envolveram cerca de 150 policiais. São cumpridos 44 mandados de buscas e apreensão. Dois empresários de Joinville e um de Florianópolis (SC), foram presos nesta operação da PF e da Receita Federal, além de vários agentes públicos envolvidos nestas investigações que vem apurando crimes de corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro; fraudes licitatórias; formação de organização criminosa; falsidade ideológica e sonegação fiscal.

 

Suspeita-se em mais de meio bilhão desviados na Secretaria de Saúde e a de Administração em SC

Estima-se em mais de meio bilhão os recursos envolvidos no esquema criminoso investigado entre os anos de 2008 a 2018. Vale destacar também que já em pleno início da gestão do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB), uma operação da Polícia levou á prisão 8 pessoas por atos ilícitos praticados junto a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. As investigações relacionadas a Operação Alcatraz atinge período de gestão de governo do Estado sob administração do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB); seu sucessor Raimundo Colombo e mais recentemente Eduardo Pinho Moreira (MDB), que assumiu o cargo do executivo estadual em 16 de fevereiro de 2018. Pinho Moreira já havia sido alvo da operação que investigou supostos desvios financeiros envolvendo a Monreal que prestava serviços à Celesc e cujo montante envolvia cerca de R$ 200 milhões de reais. A Justiça em Santa Catarina arquivou o processo.

 

\" Delivery \" da propina, segundo as investigações da PF e MPF

O chamado \" Delivery \" da propina como foi denominado pelas investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), segundo a Alcatraz, iniciada em maio de 2018 e agora já na segunda-fase, podendo ainda surgir outras decorrentes a partir de depoimentos recolhidos pela J Polícia Federal e MPF; segundo uma advogada delatora à PF e ao MPF; relatou como funcionava parte do esquema criminoso pela organização criminosa que desviava recursos públicos do estado de Santa Catarina. Investigações confirmaram vários crimes desde contratos fictícios; simulados, falsos enfim, visando os desvios criminosos de recursos públicos pela quadrilha. Além disto, maioria dos contratos eram superfaturados. E a quantidade milionária desviada, roubada pela organização criminosa eram retirados na \" boca e caixas \" junto a agências bancárias e de forma fracionada para não chamar a atenção fiscalizatória. Segundo a delatora em depoimento a PF e ao MPF, o dinheiro era entregues para intermediários ( assessores ) ,segundo ela de ex-governadores de Santa Catarina Eduardo Pinho Moreira (MDB); João Raimundo Colombo (PSD) e ao agora presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - ALESC Júlio Garcia (PSD). A forma inusitada de entrega de dinheiro em cédulas era feita em caixas de sapato; caixas de uísque; sacolas; envelopes pardos e até maletas ( citando uma das ocasiões em que o colega advogado chegou com uma maleta contendo R$ 300 mil reais - dito pelo colega à ela ); tudo segundo a delatora grana desviada dos cofres públicos de Santa Catarina.

 

Um escritório de advocacia foi instalado em Florianópolis (SC), com objetivo principal de \" esquentar \" o dinheiro sujo e que era desviado criminosamente dos cofres públicos de Santa Catarina, disse a delatora a PF e ao MPF. Segundo a delatora, \" as empresas beneficiárias das fraudes em contratos públicos junto ao governo do Estado de Santa Catarina; contratavam, segundo ela, o escritório de advocacia e \" repassavam \" na forma de honorários ( consultorias ). Segundo ela, a própria que fazia os saques bancários e colocavam o dinheiro nas caixas de sapatos, caixas de uísques e envelopes pardos para em seguida serem entregues aos beneficiários da organização criminosa. A delatora disse também que entregava valores imediatamente após os saques ao colega também advogado que a levava muitas vezes de carro até ao banco para fazer os saques. Nesta segunda-fase da Alcatraz, denominada \" Operação Hemorragia \" mostra uma face cruel de como quadrilhas, organizações criminosas travestidas ocupando cargos públicos e políticos administrativos estratégicos em várias instâncias do poder, seja no executivo; legislativo e até mesmo no Judiciário brasileiro; assim como, em tribunais de Contas nos estados e que deveriam e devem promover rigor de fiscalizações das prefeituras e governos estaduais; deixam passar inúmeros dos crimes que prejudicam a população brasileira. Uma vergonha ! Prisão é o mínimo para quem praticar crimes como aos de desvios milionários, bilionários dos cofres públicos deste país. E devolverem tudo que subtraíram e corrigidos valores aos cofres públicos.